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Aluno de Colégio em Campina é torturado por colegas com uma corrente de bicicleta



A mãe de um menino de 11 anos, estudante do 6º ano, do Colégio Ivan Ferreira do Amaral Filho - localizado na Avenida Alderico Bandeira de Lima, no Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul - entrou em contato com a reportagem do Linkada News para denunciar uma agressão que seu filho sofreu nas dependências da instituição na segunda-feira (25), mesmo dia em que o local presenciou outro ato de violência envolvendo o vice-diretor.


Em entrevista, a mãe – que não quis ter seu nome divulgado – contou que o aluno foi amarrado por cerca três estudantes mais velhos, com uma corrente, que seria de bicicleta, em uma escada que fica na entrada da parte interna do colégio, enquanto outros quatro incentivavam a agressão.


Na terça-feira ela foi até a instituição e conversou com a direção e a área pedagógica sobre a situação. Eles então elaboraram um documento, que segundo a denunciante, é valido por seis meses. “Todos assinaram a ata e eu expliquei que caso aconteça alguma coisa com meu filho ou com outras crianças, eu posso fazer uma cópia desta ata e levar na delegacia, prestar queixa e tomar as devidas providências”, disse a mãe.


O estudante ficou com hematomas nos tornozelos e em estado de pânico após sofrer a agressão. Segundo a mãe, ele afirmou que não queria ir mais para a escola, pois estava com medo. A responsável ainda contou sobre as medidas que pretende tomar. “Por enquanto, ele vai continuar estudante lá, mas estou vendo se consigo mudar ele para outro colégio”, disse.


Os estudantes envolvidos na agressão receberam uma suspensão por um dia da instituição e nesta quinta-feira (28) deveriam retornar às aulas na presença dos pais ou responsáveis.


A reportagem do Linkada News entrou com contato com a direção do colégio, para obter um parecer sobre a ocorrência, mas não obteve sucesso.

O QUE DIZ A POLÍCIA MILITAR – Sobre medidas para evitar situações como a que aconteceu com o estudante, em nota enviada ao Linkada News, o 22º Batalhão de Polícia Militar, informou que promove atividades nas escolas por meio de dois programas: Patrulha Escolar Comunitária (PEC) e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD).


Ainda de acordo com o 22ºBPM, estes programas acontecem em três módulos, sendo eles: "Módulo de Segurança na Escola", "Módulo de Educação Preventiva e Segurança" e "Módulo Suplementar de Segurança na Escola".


OBJETIVOS DOS MÓDULOS CITADOS, SEGUNDO A POLÍCIA MILITAR:


Módulo de Segurança na Escola - tem por objetivo realizar o levantamento sistêmico das condições de segurança do espaço ocupado pela escola e seu entorno. Para que as ações transformadoras sejam encontradas e executadas, há a necessidade de que a realidade local seja diagnosticada. Essa avaliação se dá com a aplicação de atividades dinâmicas para pais, professores, alunos e funcionários onde através da reflexão e discussão são respondidas.


As informações coletadas em todos os segmentos da comunidade escolar são comparados e utilizados para a construção das demais atividades da Patrulha Escolar, além de subsidiar a escola quanto à solicitação de apoio pertinente à Secretaria de Estado da Educação.


Módulo de Educação Preventiva sobre Segurança - São palestras ministradas por policiais da Patrulha Escolar, e os temas serão direcionados conforme as necessidades de cada escola e sua comunidade. São chamadas de "Bate Papo Sobre", cujos temas abrangem ações de prevenção primária sobre segurança pessoal, drogas e cidadania, desenvolvido para estudantes da segunda fase do ensino fundamental e ensino médio.


Módulo de Ações Suplementares de Segurança na Escola – essas ações constituem o complemento das atividades contidas nos dois primeiros módulos, e são: palestras sobre prevenção ao uso de drogas e segurança nas escolas à comunidade escolar (professores, funcionários e familiares dos alunos), patrulhamento diferenciado, aconselhamento aos alunos, mediação, conciliação e resolução de conflitos, busca pessoal (preventiva e por fundada suspeita), operações externas às escolas.


(Foto: Luis Linkada)

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