495450580893305 Apesar da leve melhora, quase 60% das rodovias paranaenses ainda apresentam problemas

Apesar da leve melhora, quase 60% das rodovias paranaenses ainda apresentam problemas


A 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada na terça-feira (16) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) demonstrou que os trechos de rodovia do Paraná (tanto estaduais e federais como concedidas e públicas) apresentaram uma leve melhora em 2018, no entanto, a maior parte das estradas ainda apresentam problemas.

Na edição deste ano, o estudo avaliou 6.330 quilômetros de estradas do Paraná, dos quais 56,56% apresentavam problemas (classificação regular, ruim ou péssima, com índices de 34,9%, 17,8% e 3,8%, respectivamente). Em 2017, esse mesmo levantamento apontava um percentual de 59,9% dos trechos com problemas (a classificação “regular” somava 35,5%, a “ruim”, 20,8%, e a “péssima”, 3,6%).


A leve melhora nos resultados se deve, principalmente, aos avanços com relação à sinalização – o que inclui placas de limite de velocidade, faixas centrais, laterais e defensas – elementos inseridos nas vias com a finalidade de reduzir o impacto de possíveis colisões. Neste ano, o percentual da extensão das rodovias com sinalização ótima ou boa foi de 53,7%, enquanto no ano passado havia sido de 42,1%. A melhora, de 11,6 pontos percentuais, pode ser explicada pelos avanços nos programas dedicados à adequação da sinalização, sobretudo em rodovias federais, aponta a CNT.

Por outro lado, as condições de geometria da via e do pavimento preocupam. Com relação à primeira característica, o estudo revela que 77,3% dos trechos de rodovia que cortam o Paraná são deficitárias nesse aspecto (acima da média do país, de 75,7%). O valor é um pouco melhor do que o verificado no ano passado (77,6%), mas a extensão considerada ótima teve queda (de 5,1% para 4,7%).

Já com relação ao pavimento, ele é deficiente em 53% da extensão (também acima da média nacional, de 50,9%). Na comparação com o ano passado, inclusive, houve uma considerável deterioração – em 2017, 49,5% das estradas eram consideradas regulares, ruins ou péssimas.

OUTRAS INFORMAÇÕES DO ESTUDO - Outro dado que chama a atenção na pesquisa da CNT é o abismo que existe entre as extensões concedidas e as extensões públicas das rodovias paranaenses, que somam, respectivamente, 2.861 e 3.469 quilômetros. Entre os trechos que estão nas mãos de concessionárias, 69,6% são considerados bons ou ótimos (em 2017, o percentual era de 64,2%). Já entre as estradas controladas pelo Estado ou pela União, o percentual despenca para 21,9% (era 20,5% no ano passado).

A divergência também se apresenta quando analisados os dados sobre as estradas federais (4.023 quilômetros) e as estradas estaduais (2.307 quilômetros). Enquanto no âmbito federal 54,4% dos trechos são considerados bons ou ótimos, entre as estradas na mão do governo estadual esse percentual cai para 24,3%. A boa notícia, por outro lado, é que as estradas estaduais tiveram significativa melhora: em 2017, apenas 18,4% da extensão era considerada adequada (entre as federais, o percentual era de 53,3% há um ano).

(Foto: Divulgação/ANPR)


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