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Campinense e parentes de vereadora estão entre os desaparecidos em Brumadinho-MG


O campinense Noel Borges de Oliveira de 50 anos está entre os desaparecidos na tragédia do rompimento da barragem de rejeitos de minério em Brumadinho, que fica na região metropolitana de Minas Gerais. Oliveira é encarregado de obras a mais de 12 anos e estava trabalhando a dois meses em Brumadinho pela empresa de Geotecnia, com Sede em Pinhais-PR, e que prestava serviços terceirizados para a Vale, administradora da barragem que se rompeu na sexta-feira, 25 de janeiro.


A família do desaparecido, que reside no Bairro Santa Rosa, contou a nossa reportagem que houve contato com Oliveira por volta das nove horas da manhã de sexta-feira e que a última visualização do aplicativo de conversas se deu às 12h17. Uma vez por mês o operário voltava para Campina ver a esposa, as duas filhas e a neta de oito anos.

"Estamos sofrendo muito com a espera muito abaladas sem mais notícias dele, esperamos ver logo nosso pai, minha filha é um grude com ele e pedimos orações a todos. Que Deus esteja protegendo nosso herói" disse a filha Luciane Borges de Oliveira.


Parentes da vereadora de Campina Grande do Sul Carol Mascarenhas, também estão entre os desaparecidos. Os três mineiros familiares da parlamentar são proprietários de uma pousada considerada uma das mais luxuosas da região, tendo recebido famosos nos últimos anos. Um exemplo foi o cantor Caetano Veloso, que ficou no local em 2016. O ator Marcos Veras esteve hospedado em 2018. A pousada Fazenda Nova Estância recebia, em especial, turistas que ficam na região para visitar o museu de Inhotim.



Tragédia em Brumadinho - 3º dia: buscas por sobreviventes são interrompidas


Sirene é acionada por risco de rompimento de nova barragem. Moradores deixam suas casas e vão para a partes mais altas da cidade.


Por g1.com


As buscas por sobreviventes do rompimento da barragem da mineradora Vale foram temporariamente interrompidas na manhã deste domingo (27) pelo risco de rompimento de uma outra barragem na região. Uma sirene foi acionada por volta das 5h30, e moradores de partes baixas da cidade começaram a deixar as suas casas em direção a regiões mais altas. 3 mil pessoas devem sair de casa, de acordo com os bombeiros.


Um mar de rejeitos destruiu casas da região e a área administrativa da empresa. Há ao menos 37 mortos e 81 desabrigados, segundo os bombeiros. Segundo o delegado Wagner Pinto de Souza, chefe da Polícia Civil de MG, 16 mortos foram identificados e 8 corpos foram entregues às famílias. Outras 192 pessoas foram resgatadas com vida e 23 feridos foram internados em hospitais. Além disso, 287 pessoas - entre moradores locais e funcionários da Vale - não puderam ser contatadas.


Neste domingo, as sirenes foram acionadas por volta das 5h30 após ser detectado um aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem 6, de acordo com a Vale.

Ainda segundo a mineradora, as autoridades foram avisadas e, como medida preventiva, a comunidade da região está sendo deslocada para os pontos de encontro determinados previamente pelo Plano de Emergência.


Pedro Aihara, porta-voz dos bombeiros, disse que as áreas de risco são os bairros de Parque da Cachoeira, Pires, Centro e Novo Progresso. Os moradores desses locais devem deixar as suas casas e se direcionarem a 3 pontos de encontro: Igreja Matriz, no centro, o quartel da Polícia Militar e Morro do Querosene. Segundo ele, esses locais são considerados seguros, mesmo se houver o rompimento.


Ainda de acordo com Aihara, a barragem 6 tem de 3 a 4 milhões de metros cúbicos de água e é usada como apoio às operações da mina.


Policiais ajudaram a orientar a população em algumas partes da cidade, mas moradores de outras regiões reclamaram da falta de orientação. Equipes dos bombeiros foram ao bairro Parque da Cachoeira, que é o principal ponto de preocupação pelo risco de rompimento e onde há aproximadamente 25 casas.







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