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Caron é o primeiro hospital do Brasil credenciado para estudo mundial sobre Doença de Parkinson

Da Redação com assessoria


Foto: Divulgação/assessoria

Uma análise genética de 10 mil pacientes, realizada em vários centros mundiais, para verificar a presença de alterações genéticas relacionadas com a Doença de Parkinson, vai contar com a participação de 200 pacientes do Hospital Angelina Caron. A instituição é a primeira do Brasil a ser credenciada para o projeto Rostock International Parkinson’s Disease Study (ROPAD), um estudo observacional internacional coordenado pelo Centogene AG, da Alemanha.


“Somos o primeiro e único hospital do país credenciado para esse importante estudo, que poderá ter repercussões sobre o diagnóstico e inclusive futuras terapias na Doença de Parkinson. Fomos escolhidos como investigador principal do ROPAD na instituição”, comemorou Giorgio Fabiani, neurologista clínico do Hospital Angelina Caron, que faz parte da Academia Brasileira de Neurologia e da American Academy of Neurology (AAN), além de ser membro da Movement Disorder Society.


DIAGNÓSTICO E PREVISÃO - Com início em junho de 2019, o estudo irá analisar 10 mil pacientes de vários lugares do mundo até 2021, entre pessoas diagnosticadas com Doença de Parkinson (DP) e participantes assintomáticos com alto risco de desenvolver a doença.


“A DP é um distúrbio geneticamente heterogêneo com formas familiares e esporádicas. Até hoje, os pesquisadores identificaram 23 genes ou lócus genéticos ligados a formas familiares monogênicas raras de DP com herança mendeliana. Assim, as análises bioquímicas do sangue humano de participantes positivos e negativos para LRRK2 criam uma sólida base para o desenvolvimento de biomarcadores relacionados à doença. Este biomarcador pode ser ainda mais acessível do que o teste genético, servindo para o diagnóstico, prognóstico e previsão do Parkinson”, resumiu Fabiani.


ESTUDOS INTERNACIONAIS - Criado há 17 anos, o Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital Angelina Caron tem participação ativa em 65 estudos nacionais e internacionais – 12 deles em andamento este ano. Desde 2002, prêmios importantes foram conquistados pelos protocolos e projetos de pesquisa realizados pelo núcleo.


“Os números impressionam pela capacidade de contribuição do hospital para com o tratamento e a cura de doenças em áreas como a cardiologia. O hospital integra grupos de pesquisas de novos medicamentos realizadas em 40 países, regulamentadas por agências como a Anvisa e a norte-americana Food and Drug Administration (FDA)”, destacou o cardiologista Dalton Précoma, diretor do núcleo.

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