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Delegado tem novas informações sobre PM que matou jogador no Santa Rosa



Três dias após Gilson da Costa de Camargo, 28 anos, ser morto por um PM de folga durante uma partida de futebol no bairro Santa Rosa, em Campina Grande do Sul, a Polícia Civil da cidade tem novas informações sobre o caso.

Entre as novidades, o delegado Messias da Rosa, que comanda as investigações, adiantou que o inquérito deve ser concluído já nessa quinta-feira (21) após ouvir os PMs envolvidos direta ou indiretamente no caso. “Já ouvimos a família, os presidentes dos dois times, socorristas e agora vamos conversar com os policiais que atenderam a ocorrência e que conduziram o soldado que atirou até a delegacia”.

Entre os assuntos que serão tratados na conversa com os PMs, o delegado afirma que vai buscar entender a origem da arma, que segundo o policial, estava de posse de Gilson no momento dos disparos. “Até agora, segundo as provas que colhemos por meio da perícia, de testemunhas e de imagens no local, é que em nenhum momento houve a confirmação que essa arma estava com a vítima, isso está sendo contado apenas na versão do policial”, disse o delegado.

Ainda sobre o armamento, da Rosa confirmou que já identificou o proprietário do revólver calibre 38 apresentado na delegacia como o usado por Gilson. “A arma é quente e o dono reside na cidade de Joinville, em Santa Catarina. Estamos enviando uma equipe para o estado vizinho a fim de ouvir o proprietário desse revólver, e saber de que forma esse armamento veio parar em Curitiba”, afirmou o delegado.

Há também uma outra situação que chegou ao conhecimento das investigações que no dia seguinte a morte Gilson, policiais militares teriam ido ao colégio, localizado ao lado do campo de futebol onde os disparos aconteceram, pedindo para ter acesso às imagens do circuito interno de segurança. “Nós, da Polícia Civil solicitamos essas imagens por meio de ofício, os colegas da corporação não poderiam entrar na coordenação e pedir para ter acesso à essas imagens. Vou buscar esclarecer qual foi o objetivo desses policiais irem até lá”, completou o delegado.

A respeito de pedir a prisão do policial militar, o delegado afirmou que assim que concluir o inquérito vai analisar a necessidade de enviar ou não um pedido de prisão preventiva do policial ao Poder Judiciário.

(Foto: Adilson Santos)


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