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Dias de letras para sempre (Homenagem ao Dia Nacional do Escritor)


Por Emerson Machado

Esses dias, acordei puto. Tinha decidido que não ia mais escrever. Pensei nas dificuldades, no tempo investido, nas minhas produções, nos problemas com editoras... Não! Definitivamente eu não deveria mais escrever. Peguei meu computador e em vez de abrir o editor de textos, dei play em um documentário produzido pela BBC. Sou jornalista, assistir à esse tipo de programa é um dos meus momentos de lazer favoritos.

O vídeo tinha o título de “Como a arte mudou o mundo”, o que me fez refletir. Escrever é uma arte – o que me torna um artista. E alguém tem notícia de um artista que não sofreu para chegar onde queria? De qualquer maneira, escrever eu não queria mais. Precisava encontrar outro hobby (quem sabe até outra profissão!). Pensei, pensei... Não conseguia me imaginar fazendo outra coisa. Foi quando eu decidi criar uma lista.

Peguei caderno e caneta e, enquanto tamborilava o meu “antigo objeto de trabalho” na mão, procurava minhas novas escolhas. O que eu gosto de fazer? Comecei: 1) cantar; 2) dançar; 3) atuar; 4) ensinar... Seriam mesmo opções de vida além da escrita?, me perguntei. E seguidas a esta pergunta, vieram várias outras... O que fazer além de escrever? Além dos estudos e certos trabalhos, escrever sempre fez parte dos meus dias... Tentei me lembrar quando esta prática surgiu e cheguei à conclusão que desde o dia em que aprendi a juntar as letras no papel, nunca mais parei. Ou seja: uma longa “carreira” nesse “ramo”.

Naquele dia, também pensei na alegria e angústia que foi escrever “O Pacto de Morte”, meu primeiro livro publicado. Recordei de como eu gostava do Eanes (de “O Investigador de Sótãos”, meu livro mais famoso) e de Fernanda (de “A Rua Número 12”). Lembrei de como a historinha de Otávio e Taís (de “Mamães e Papais”) é importante e como é gostosa a aventura de Eliakim no meu novo livro, “Piratas da Lua Cheia”. Sem falar nos vários personagens que estão nos brevíssimos lançamentos e dos inúmeros textos que guardo em cadernos, computadores e até no celular.

A lista com todas essas coisas que fui anotando tomou toda a minha folha de caderno. A procura por algo que me motivasse a parar de escrever foi em vão, pois até as razões para me fazer desistir se perderam entre as letras gravadas pela tinta que logo vai acabar, está programada para ter um fim. Diferente de mim, que até para pensar em colocar um “The End” na prática de escrever precisou de papel e caneta.

O que me fez chegar à outra conclusão: escrever já faz parte de quem eu sou, é automático. E não temos como deixar quem somos para trás, ainda mais com tantos bons motivos para continuar. Por isso, neste dia 25 de julho, Dia do Escritor, os parabéns são especiais àqueles que simplesmente são apaixonados pela arte da escrita. Afinal, quando amamos o que fazemos, não devem haver motivos suficientes para nos fazer desistir.

Para todos os escritores, um feliz Dia do Escritor. Que venham dias de letras felizes para sempre.

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