495450580893305

Esquema ilegal em cirurgias bariátricas no Caron ganha repercussão nacional


Foto: Divulgação

O Ministério Público do Paraná está investigando denúncias de um esquema ilegal de vendas de cirurgias bariátricas feitas pelo SUS, envolvendo o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul.


O esquema, que já ganhou repercussão nacional, envolve suspeitos externos e funcionários do hospital que, mediante um pagamento, agendam com antecedência cirurgias de pacientes que levariam anos de espera em hospitais de outras cidades. O site UOL enviou um repórter para a cidade acompanhando a ação dos pacientes e atravessadores.


As denuncias dessas cobranças pelas cirurgias bariátricas foram recebidas pela Ouvidoria do SUS em 2017 e 2019. A reportagem do Linkada News entrou em contato com o Hospital Angelina Caron que, por meio da assessoria de imprensa, negou ter qualquer ligação com estas fraudes e reforçou que já denunciou a situação às autoridades responsáveis pela investigação.


Leia a nota enviada pelo hospital:


O Hospital Angelina Caron (HAC) é um dos principais parceiros do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná, com cerca de quatro mil cirurgias bariátricas realizadas por ano, e segue todos os protocolos de atendimento do SUS. A instituição possui o selo de Centro de Excelência de Cirurgia Bariátrica da Surgical Review Corporation (SRC), sendo que a acreditação internacional avaliou itens como a melhoria da segurança, índice de complicações, número de cirurgias bariátricas já realizadas, a qualidade do atendimento e a gestão dos recursos.


O HAC tem uma estrutura de ponta e uma equipe altamente especializada, o que faz com que o tempo de espera por uma cirurgia bariátrica seja inferior ao de outros hospitais. Além disso, é referência na área de transplantes de órgãos e outros procedimentos de média e alta complexidade. O HAC não realiza qualquer tipo de cobrança de paciente para os procedimentos feitos pelo SUS, não autoriza ou participa de qualquer esquema de venda de guias e consultas do SUS, nem se beneficia direta ou indiretamente de algum esquema fraudulento. As denúncias acerca desse tipo de fraude referem-se às pessoas externas ao hospital, sem qualquer vínculo, que prometem agilizar o atendimento mediante pagamento, enganando e aproveitando-se de pacientes.


Ressalta-se que o próprio hospital já realizou dois boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia de Campina Grande do Sul, o primeiro deles em maio de 2019, sobre denúncia recebida acerca de cobrança e privilégio de atendimento em caso de paciente candidato a cirurgia bariátrica. Para o HAC a denúncia da existência de atravessadores deve ser investigada pela autoridade policial competente.


O hospital sempre esteve à disposição das autoridades, não tendo recebido, até a data de hoje, qualquer citação em processo aberto para apurar essas práticas que envolva qualquer de seus colaboradores.

1/1

1/10

1/1

1/1

1/1

1/1

1/1

1/1

1/2