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Explosão em Bocaiúva do Sul pode ter sido resultado de ação criminosa, diz polícia


Duas linhas de investigação são seguidas pela Polícia Civil a respeito da explosão de um caminhão com oito toneladas de dinamite, no último sábado, em Bocaiúva do Sul, região metropolitana de Curitiba. A principal suspeita é de que a ação tenha sido criminosa: acredita-se que ela possa ter sido motivada por uma disputa entre o dono e o ex-sócio da empresa de explosivos (Explopar) ou, ainda, que ladrões tenham detonado as dinamites após um roubo.


O acidente foi registrado no sábado (08) à tarde e pôde ser sentido e até ouvido por moradores do litoral do estado. A prioridade, agora, é remover as cerca de 60 toneladas de explosivos que permanecem no local. O proprietário da Explopar acabou preso.

Há pouco mais de 20 dias, 105 quilos de dinamite foram furtados da empresa. Segundo a Polícia Civil, o Exército – órgão responsável pela fiscalização, deu um prazo para que o dono da fábrica fizesse adequações no local, devido a vulnerabilidade das instalações. No entanto, ele ainda não havia cumprido a exigência, o que teria facilitado a entrada de desconhecidos. O coordenador da Defesa Civil em Bocaiúva do Sul, André Rego, relata que 150 pessoas seguem desalojadas por causa dos estragos causados em um raio de 2 quilômetros. Por sorte, ninguém morreu.

A polícia deve solicitar à Justiça o bloqueio dos bens do proprietário, para garantir o pagamento de indenização às famílias afetadas e para as multas ambientais. Por meio de nota, a Explopar se defende. A companhia esclarece que, estabelecida há mais de 22 anos no município, sempre cumpriu com as obrigações exigidas pelas autoridades competentes.

O comunicado explica que a empresa tem todos os alvarás e licenças necessárias para o funcionamento. Diz, ainda, ter certeza de que a explosão foi resultado de uma ação criminosa.


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