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Faixas contra políticos chamam antenção em Campina



Toda eleição é a mesma coisa. De dois em dois anos, Elcio Xavier Leite, 50 anos, faz questão de pendurar faixas com dizeres contrários aos políticos em frente a sua casa, na rua Manoel Martins da Cruz, esquina com a Ernesto Corteletti Belli, na região central de Campina Grande do Sul.

O protesto silencioso chama a atenção de quem passa pelo local e visa, segundo o morador, despertar o cidadão para a necessidade de se debater sobre o que ele considera como a verdadeira política. “Política devia ser assim: você dá algo sem esperar nada em troca. Infelizmente não é isso que nós cidadãos percebemos em ano de eleição. Para mim, político deveria se candidatar para corrigir erros, não receber por eles. Não somos dependentes deles, eles é que são funcionários nossos, na verdade, a sociedade precisa entender isso”, comenta.

As faixas foram colocadas na última quinta-feira (11) uma semana antes do início da campanha eleitoral, que começou nesta terça-feira (16), na qual passou a ser permitido que candidatos e cabos eleitorais saiam de casa em casa pedir votos à população. “Nas últimas eleições pelo menos nenhum candidato se atreveu em vir pedir votos ou colocar santinho no portão de casa”, conta Elcio.

Conforme afirma Elcio, já houve casos de políticos não gostarem das mensagens dispostas nas faixas. “Sempre tem um e outro que vai lá no Fórum fazer uma denúncia contra minha pessoa, dizendo que estou denegrindo a classe política, a juíza já está acostumada a avaliar esses processos. Os caras (políticos) vêem aqui tiram foto e levam para ela. Os mesmos que criticam devem se enquadrar nos dizeres, só pode”..

Apesar de sua aversão a políticos, Barbeiro assim como popularmente é chamado no bairro, conta que mantém muitas amizades com políticos na região. “Praticamente todos os políticos da cidade são meus amigos, mas como pessoas comuns fora da política. Como políticos considero-os como um bando de desocupados que estão lá só para arrumar um cargo de quatro em quatro anos, somente isso”, completa.


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