495450580893305 Jovem e adolescente são baleados em Quatro Barras; um deles não resistiu

Jovem e adolescente são baleados em Quatro Barras; um deles não resistiu



Alam José da Rosa Carneiro, 24 anos (Foto) e um adolescente de 15 anos foram baleados na tarde desta segunda-feira (12), por volta das 16h, em frente à uma residência, na rua Jacob Zattoni, bairro Borda do Campo, em Quatro Barras. Os dois chegaram a ser encaminhados ao hospital, mas Alam não resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu. Já o adolescente foi hospitalizado em estado grave.

De acordo com relato da mãe do jovem assassinado, Guadalupe da Rosa, os dois jovens, a namorada de Alam de 16 anos e mais um adolescente de 14, estavam saindo de casa quando um veículo Gol G5 de cor preta com placas de Pinhais, se aproximou, baixou o vidro do carro, e efetuou pelo menos seis disparos em direção ao grupo de jovens, atingindo o adolescente e o rapaz, que segundo a própria mãe seria o principal alvo do atirador. Cápsulas de balas foram encontradas em frente a residência da família no dia seguinte, segundo contou Guadalupe.

Os jovens, segundo Guadalupe, ao perceberem os tiros tentaram correr para dentro de casa, mas o filho Alam e o adolescente de 15 anos acabaram sendo atingidos. “O atirador estava parado nas proximidades de casa e parecia premeditar o crime contra meu filho. Depois de atirar, o motorista ainda fez questão de voltar para conferir se tinha feito o serviço bem feito. Ele foi embora tranquilamente como se nada tivesse acontecido”, disse.

Os dois rapazes foram encaminhados para atendimento médico em um carro da família e deram entrada juntos no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. O corpo de Alisom foi encaminhado ao IML de Curitiba e o adolescente segue hospitalizado.

A mãe do jovem morto afirmou, ainda, que o filho vinha recebendo ameaças anônimas. “Ele vivia falando pra mim que queriam matar ele”, disse.​

Fotos do jovem morto no hospital vazam pelo WhatsApp


​Na mesma noite em que Alisom foi morto, imagens dele já em óbito vazaram pelo aplicativo WhatsApp, e rapidamente viralizaram pela rede social, resultando em muitos compartilhamentos e comentários. As fotos teriam sido tiradas de dentro do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, quando o corpo aguardava a chegada do IML.

As fotos acabaram chegando ao conhecimento dos pais do rapaz, ainda no hospital, e agora a família pretende entrar com um processo judicial para responsabilizar o autor das fotos. Nas imagens, é possivel ver a pulseira de identificação hospitar no pulso do jovem.

Conforme contou mãe de Alisom ao Linkada News, nos próximos dias ela estará procurando um advogado para cuidar do caso, acompanhado do registro do fato na Delegacia Polícia Civil de Campina Grande do Sul, já que o caso ocorreu no município. “Expor o corpo do meu filho morto desta maneira foi uma total falta de respeito com a família. Ninguém vai trazer a vida dele de volta, mas o autor das imagens terá que pagar pelo que fez”, disse indignada dona Guadalupe.

Se constatado que as fotos foram tiradas de dentro do hospital, os envolvidos poderão responder por vilipêndio de cadáver, crime previsto no artigo 212 do Código Penal e podem ser condenados a penas que vão de um a três anos de prisão, além do pagamento de multa.

Más companhias

Na noite do último dia 1º de outubro (quinta-feira) Alam José da Rosa Carneiro, popularmente conhecido como “Zequinha” foi detido pela polícia por suspeita de participação em um roubo de carro tomado em assalto na mesma data na região do Borda do Campo. A informação repassada à polícia foi de que dois jovens, um deles armado, renderam o motorista de um veículo Monza na Avenida das Pedreiras e empreenderam fuga por rumo desconhecido.

Em patrulhamento pela região, uma viatura da PM conseguiu localizar o carro roubado que tentou fugir da abordagem policial. No interior do veículo estavam Alan, dois jovens e também duas adolescentes. Alan foi encaminhado à delegacia com os demais suspeitos, no entanto, ele e as duas adolescentes foram liberados na mesma noite, já que a vítima não os reconheceu como autores do crime.

A mãe de Alam esteve na delegacia de Quatro Barras e foi em defesa do filho. "Ele era um rapaz bom e nunca teve passagens pela polícia. O único problema dele era estar envolvido com pessoas que faziam coisas erradas. Ele recebeu um convite dos amigos para um passeio e não sabia que o carro havia sido roubado. O envolvimento dele nesse caso foi por conta das más companhias, apenas”, concluiu.


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