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Município em alerta: Campina registra o primeiro caso de zika vírus



Uma mulher de 66 anos, moradora do bairro Eugênia Maria, é a primeira pessoa a ser diagnosticada com o zika vírus em Campina Grande do Sul. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (24) pela Secretaria Municipal de Saúde e deixou todo o município em alerta para possíveis novos casos da doença, que tem relação com os surtos de microcefalia no país.

Segundo a Secretaria de Saúde, a vítima contraiu a doença na própria cidade e passou por tratamento médico no Hospital Angelina Caron, também em Campina Grande do Sul. Após a confirmação do caso, agentes da Saúde realizaram um trabalho de bloqueio e monitoramente entorno da residência da paciente, que está recebendo acompanhamento na Unidade Básica de Saúde do bairro.

"Com este primeiro caso confirmado, podemos afirmar que há foco do Aedes aegypti no município. O perigo aumentou e os cuidados de todos nós precisam ser redobrados", disse o secretário responsável pela pasta, Lucas Sehnem.

O caso de zika vírus no município entra para a estatística do Ministério da Saúde, juntamente com outros três casos importados de Dengue registrados na cidade, o mais recente ocorrido no mês de janeiro. Nessas três situações, os pacientes foram infectados em outra cidade. Há outros 33 casos suspeitos de Dengue na cidade que estão sendo monitorados e aguardam o diagnóstico através de exames.

Sintomas do zika vírus

Após ser picado por um mosquito Aedes contaminado, o paciente leva de 3 a 12 dias (período de incubação) para começar a apresentar manifestações clínicas. Estima-se que apenas 1 em cada 5 pessoas contaminadas irá desenvolver sintomas da febre Zika.

Dentre aqueles que desenvolvem sintomas, o quadro costuma ser de febre (por volta de 38-38,5ºC), dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, principalmente as pequenas, como dedos das mãos e dos pés, conjuntivite, dor nos olhos, fotofobia, coceira na pele e rash (erupções avermelhadas na pele). São sintomas menos comuns, mas também possíveis: dor abdominal, diarreia, prisão de ventre, aftas, tontura ou perda do apetite.

As manchas vermelhas que surgem na pele na febre Zika são chamadas de rash maculopapular, o que significa que são pequenas e múltiplas manchas avermelhadas com discreto relevo. Essas pequenas manchas pode se confluir, formando grandes manchas avermelhadas.

O rash da febre Zika costuma ser bem difuso, iniciando-se na face e depois disseminando-se pelo pescoço, tronco e membros. Algumas pessoas queixam-se de coceira intensa. Com 2 a 3 dias, o rash começa a melhorar e desaparece dentro de 1 semana.

A febre Zika é uma infecção benigna, que costuma durar de 2 a 7 dias e não provoca complicações hemorrágicas como a dengue. A distinção entre a febre Zika, a febre Chikungunya e casos mais brandos de dengue apenas pelos sinais e sintomas é muito difícil de ser feita. Para tal, são necessários exames laboratoriais.

Não há nenhum tratamento específico para essa virose até o momento. O recomendado é repouso e ingestão de líquidos.


(Foto e fonte: Ministério da Saúde)

Prevenção

A Prefeitura de Campina Grande do Sul reforça que a principal forma de prevenir a dengue, o zika vírus, a febre amarela e chikungunya é combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças. Para evitar o registro de novos casos de doenças no município, a orientação repassada à população é que evite deixar água parada e mantenha terrenos e quintais limpos, conforme determina o Código de Posturas (Lei Complementar 19/2015). Quem não cumprir essas e outras instruções, poderá ser multado no valor de R$ 657.

O departamento de Vigilância em Saúde deixa à disposição um telefone de plantão para denúncias e mais informações. O número é o (41) 9119-9644.

(Foto: Pedro Ribas/ANPr)


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