495450580893305 Pais e alunos protestam na prefeitura contra fechamento de turmas do Instituto Andres Kasper

Pais e alunos protestam na prefeitura contra fechamento de turmas do Instituto Andres Kasper



Pais e mães de alunos do Instituto Andres Kasper, em Campina Grande do Sul, protestaram na manhã dessa quarta-feira (31) contra o fechamento de duas turmas da instituição. Acompanhados pelos coordenadores e dos alunos uniformizados, eles tomaram os corredores do prédio da prefeitura e reivindicavam uma reunião com o prefeito Luis Assunção.

Segundo a direção do instituto, a prefeitura cancelou o convênio que mantinha há anos com a escola. No convênio, a administração municipal cedia cinco profissionais e material para manter a unidade de ensino em funcionamento. Os servidores ocupavam as funções de professores, merendeira, serviços gerais e motorista do ônibus que fazia o transporte dos estudantes.

Na tarde de terça-feira (30) uma reunião emergencial foi convocada entre diretores e pais para comunicar o fechamento das duas turmas. A prefeitura informou que vai garantir as vagas aos estudantes transferidos no ensino municipal, mas a maior preocupação dos pais no momento é que seus filhos não terão atividades em contraturno escolar, uma vez que não há outra escola na cidade que ofereça ensino em período integral.

Caso o colégio não consiga custear a mão de obra oferecida de forma gratuita pelo poder público municipal o restante das turmas também correm o risco de serem extintas. Hoje o Instituto Andres Kasper atende cerca de 80 crianças carentes de diferentes comunidades da cidade.

Pais e mães discordam da forma como a mudança foi feita. Segundo eles, no início da semana a prefeitura informou que não seria mais parceira no projeto, e que os profissionais públicos que nele exerciam suas funções deveriam imediatamente passar a ocupar seus cargos nas escolas municipais da cidade.

A justificativa dada pela prefeitura foi o cumprimento de uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que segundo o prefeito Luis Assunção, considera irregular manter funcionários públicos trabalhando em instituições privadas que não fazem parte da administração municipal. “Eu não tenho poder nenhum sobre a decisão. Não posso fazer nada. Estamos apenas cumprindo a lei”, afirmou o prefeito Luis Assunção.

Durante reunião em seu gabinete com alunos, pais e coordenadores, o prefeito disse ainda que há também um impasse similar com a APAE do município, porém, no caso da instituição a administração municipal fará a retirada dos servidores públicos de maneira gradativa. “Serão retirados um funcionário por semana da APAE”, disse Assunção.

O prefeito se dispôs de forma pessoal, sem envolver diretamente a prefeitura, a buscar junto a seus contatos uma solução para suprir a falta de profissionais na escola pelo menos até o fim do ano letivo. Uma reunião entre prefeito e direção do Instituto Andres Kasper foi marcada para acontecer na tarde dessa quarta-feira (31).

Reportagem impressa


Um dos coordenadores da prefeitura, Marcos Scheremeta, momentos antes da chegada do prefeito entregou ao grupo de manifestantes um documento acompanhado de uma reportagem impressa, na qual envolve o nome do fundador do instituto em um suposto esquema de desvio de verbas quando esse trabalhava como contador no Hospital Angelina Caron. O caso repercutiu na imprensa e acabou envolvendo de forma indireta o nome da entidade Andres Kasper.

A entrega do documento causou indignação nos pais que entenderam em primeiro momento como uma forma do funcionário justificar o cancelamento do convênio com o colégio. O prefeito, por outro lado, negou qualquer tipo de influência do caso com o fim do contrato, e considerou a atitude do servidor imprópria. “O funcionário que usou isso errou. Foi uma atitude imprópria que terá consequências”, completou.


(Vídeo e Foto: Adilson Santos)


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