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Passeata em QB pede justiça pelo rapaz morto por PM


Da Redação

Amigos e familiares do jovem Carlos Eduardo Araújo, 25 anos, morto por um PM no último dia 2 em Quatro Barras, fizeram uma passeata na tarde deste sábado (12) para pedir por justiça. A família contesta a versão repassada pela polícia, de que o jovem apontou uma arma de brinquedo para a viatura, motivo pelo qual levou um tiro no peito disparado por um policial. O jovem foi encaminhado pela própria família ao Hospital Angelina Caron, mas morreu minutos depois.

O grupo composto por cerca de 150 pessoas se reuniu em frente a casa onde o jovem morava, na Colônia Maria José, e seguiu até a praça do Jardim Menino Deus, onde de mãos dadas realizou-se uma oração. Os manifestantes carregaram faixas e durante o percurso, em grande coro repetiam por várias vezes as palavras: justiça e o nome Kadu, apelido pelo qual todos costumavam chamar o jovem. Camisetas com a foto do rapaz também foram distribuídas aos amigos e familiares.

Os pais do jovem acompanharam toda a passeata. “Se deixarem as coisas como estão amanhã mais um inocente estará sendo morto pela polícia. Tenho medo da PM depois do que fizeram como o meu filho, mas isso não pode ficar impune”, desabafou o pai, Edson Araújo.

A casa onde o jovem morava permanece fechada desde o incidente. A família aguarda a presença do Instituto de Criminalística para apanhar as provas no local. Enquanto o inquérito não fica pronto, a família informou que já procurou o Ministério Público e o Gaeco e esta semana um advogado deverá passar a cuidar do caso.

O caso

Carlos Eduardo Araújo foi baleado dentro de sua casa, na rua José Egídio de Assis, na Colônia Maria José, depois de uma denúncia de que ele ameaçava a esposa com uma arma de fogo. A versão repassada pela PM à imprensa é que a polícia foi acionada para atender uma ocorrência onde um indivíduo armado fazia ameaças à esposa.

Segundo a PM, os policiais militares ao chegaram no local se depararam com uma briga conjugal, e ao pedirem para que o rapaz abaixasse a arma, ele teria feito menção de atirar contra os policiais e foi baleado no peito. A família, no entanto, contesta a informação de que a vítima estaria armada. Um fato que intriga e levanta a suspeita dos familiares está numa arma de brinquedo, que segundo a polícia, teria sido encontrada de posse do rapaz.

Outro fato que a família aponta como irregular está na forma como os policiais agiram. Segundo a mãe do rapaz, Nerci Araújo, os policiais invadiram a casa e ela quando percebeu que o pior iria acontecer, tentou empurrar um dos policiais para que ele não atirasse contra o filho, mas não adiantou. “Mesmo eu implorando para que não atirassem eles balearam o meu filho na minha frente”, disse Nerci.

A Polícia Militar abriu um procedimento interno para apurar os fatos. A PM informou que o inquérito tem prazo de 40 dias para ser concluído, sendo prorrogável por mais 20 dias.

(Imagens: Adilson Santos e Luis Linkada)

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