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Penitenciária de Piraquara deve receber projeto de ressocialização de presos

Considerado o maior do Estado com cerca de 7 mil presos, o Complexo Penitenciário de Piraquara, localizado na região metropolitana, deve receber um projeto inovador de ressocialização de presos que terão a oportunidade de trabalhar e estudar nas dependências da penitenciária. A iniciativa faz parte de uma parceria do Governo do Estado com o setor privado e foi anunciada na manhã desta segunda-feira (23), no Palácio Iguaçu.


Segundo o governo estadual, o projeto prevê a implantação de uma cozinha industrial e também uma escola de padeiros e cozinheiros nas duas unidades prisionais (PEP I e PEP II). Além de trabalho e estudo para os detentos, o projeto também contempla a instalação de um restaurante aberto ao público que vai servir refeições e lanches preparados no local a visitantes do complexo penal.


De início, o projeto batizado de Penitenciária Industrial de Piraquara (PIP), terá espaço para 500 detentos com progressão de regime de cumprimento de pena. Diariamente deverão ser produzidas 45 mil refeições diárias, que serão usadas para alimentar presos de Piraquara e de delegacias da Região Metropolitana de Curitiba.


Foto: Divulgação Internet

O Estado já conta com outros projetos de ressocialização de presos, através de convênios com o setor público-privado. No Paraná, 7.002 presos custodiados pelo Departamento Penitenciário Estadual (Depen) trabalham em projetos para a remição de pena. No entanto, um projeto feito na própria unidade prisional e com a participação de vários presos em uma única linha de produção, será uma novidade no estado.


Outros projetos anunciados

Além do PIP, o processo de Parcerias Público-Privadas (PPPs) inclui outros dois projetos: a implantação e administração de pátios de veículos que atualmente são geridos pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e criação de uma central de atendimento ao cidadão, onde serão ofertados em 33 pontos do estado, de forma unificada, serviços públicos estaduais, federais e municipais, como a emissão de documentos e acesso a benefícios.


Economia

O valor estimado para os três primeiros projetos do programa de PPPs soma R$ 630 milhões. Além de economizar com esses investimentos, o Estado também deixa de gastar com a manutenção dos pátios veiculares e com as refeições do sistema penitenciário.

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