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PF investiga partipação de políticos em fraudes nas obras de escolas estaduais, duas delas em Campin



Um ano após ser deflagrada, a Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de verba federal nas obras de reforma e construção de 14 escolas estaduais no Paraná, duas delas em Campina Grande do Sul, virou caso também da Polícia Federal.

A PF busca apurar, com a ajuda do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Civil, o grau de participação e envolvimento de políticos e de construtoras em um esquema de corrupção do dinheiro público.

Os colégios situados no Ribeirão Grande e Jardim Paulista começaram a ser erguidos em 8 de abril de 2014 e já deveriam estar prontos em 4 de março e 2 de fevereiro de 2015, respectivamente, mas devido a indícios de fraudes apontados pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) os contratos da Valor Construtora, responsável pelo empreendimento com o Governo do Paraná foram suspensos. Desde então, as obras estão paralisadas e não têm data para recomeçarem.

Em março deste ano, a Polícia Federal abriu inquérito com base em pelo menos oito processos que tramitam no TCE-PR para apurar tais irregularidades. As investigações da Operação Quadro Negro deram início em agosto de 2015 e têm por objetivo apurar as fraudes no pagamento à construtoras responsáveis pelas obras nos colégios estaduais.

De acordo com a denúncia, as empreiteiras fraudavam as medições das construções para receber o valor antecipadamente. As fraudes tinham participação direta de agentes públicos, que conforme as investigações, recebiam propina para liberar os pagamentos às empresas sem elas concluírem o serviço. Tudo acontecia por meio de contratos com a Secretaria de Estado da Educação (Seed).

Em uma reportagem publicada nesta quinta-feira (21) pela Gazeta do Povo, o jornal revelou que as investigações da operação podem alcançar o que o jornal considerou como a "elite da política paranaense”. Segundo o periódico, as pessoas ligadas à Valor Construtora, principal empresa envolvida no esquema de corrupção e acusada de desviar cerca de R$ 20 milhões de recursos destinados às obras das escolas, afirmaram em depoimento que parte do dinheiro teria abastecido a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), além de campanhas dos deputados Ademar Traiano (PSDB), Plauto Miró (DEM) e Tiago Amaral (PSB).

Ainda segundo o jornal, parte dos valores teriam sido entregues pessoalmente ao conselheiro do TCE, Durval Amaral, que é pai de Tiago Amaral, e ao secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, irmão do governador. Antes disso, a operação chegou a prender oito pessoas, entre elas, o ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná, Maurício Fanini, e o ex-vereador, Juliano Borghetti, que é irmão da vice-governadora Cida Borghetti (PP).

CLIQUE AQUI para ver a reportagem completa no site Gazeta do Povo.

(Foto: Adilson Santos)


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