495450580893305 Polícia descarta suicídio em morte de modelo em Colombo; namorado não está envolvido

Polícia descarta suicídio em morte de modelo em Colombo; namorado não está envolvido


A Delegacia de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, já tem o nome dos suspeitos de matarem a modelo Aline Campestrini, de 25 anos, na madrugada deste domingo (10) em Colombo.


Estão descartados uma hipótese de suicídio e o envolvimento do namorado dela no crime, segundo o delegado Irineu Portes, responsável pelo caso.

O corpo de Aline foi recolhido de dentro de uma residência no bairro Jardim Osasco. A modelo tinha várias perfurações de faca pelo corpo e, inicialmente, o namorado dela informou que tratava-se de um suicídio. “Como a Aline tinha várias perfurações pelo corpo, nós descartamos essa hipótese de suicídio. O caso agora é tratado como um homicídio e já temos alguns suspeitos”, revelou o delegado.

Para Portes, não existe possibilidade do namorado ser o autor do crime. “Nós trouxemos à delegacia o rapaz que morava com ela. Este homem diz que foi ao banheiro, por volta das 2h, saiu e a encontrou morta. Não há marca de sangue nas vestimentas e qualquer indício que ele foi o autor. É um rapaz que costuma beber demais e havia chegado durante o início da noite e dormido profundamente”, explicou.

Sem o namorado como suspeito, duas pessoas que estavam na residência são apontadas como as autoras. “Um casal de moradores de rua costumava ficar na casa com os dois. Eles bebiam muito e a mulher já havia discutido com a Aline. Temos informações importantes de onde estão e em breve teremos novidades”, contou o delegado.

Por fim, Portes falou sobre a situação de dificuldade pela qual Aline passava. “Ela frequentava bares na região e estava, infelizmente, nesta vida do alcoolismo há algum tempo”, concluiu.


Morte de Aline gerou comoção

A morte de Aline, que nos anos de 2014 e 2015 fez diversos trabalhos como modelo em Curitiba, gera comoção no Facebook. O corpo está sendo velado nesta manhã no Cemitério Santa Cândida. A Banda B esteve no local e conversou com Beatriz Hubert, que era amiga de infância dela.

“Estudamos muito tempo juntos. Ela dormiu na minha casa durante a infância e tinha vários sonhos. Uma menina com um coração enorme, mas sofrida. Foi uma crueldade o que fizeram com ela. Não é justo. Ela fez muitos books fotográficos por cerca de dois anos, mas acabou se afastando porque gostava de trabalhar com cabelos, fazendo tranças”, contou Beatriz.

Beatriz pede por Justiça e revela a última conversa que teve com a amiga. “Falei com ela em dezembro. A Aline parecia estar bem, disse que ia se mudar de Campina Grande do Sul, onde morava na época, e ia para Colombo, ficar perto da família. Parecia que estava querendo retomar os sonhos. Eu fiquei perplexa quando descobri o que aconteceu”, concluiu.

(Foto: Reprodução Facebook)


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