495450580893305 Polícia prende duas pessoas que usavam construtora para aplicar golpe na região de Curitiba

Polícia prende duas pessoas que usavam construtora para aplicar golpe na região de Curitiba



Duas pessoas foram presas pela Polícia Civil nesta terça-feira (3) durante a operação “Sonhos Desfeitos”, deflagrada para desarticular uma quadrilha responsável por aplicar golpes milionários na venda da casa própria. Mais de cem imóveis foram negociados de forma irregular pelos suspeitos em Curitiba e Região Metropolitana (RMC). O prejuízo às vítimas ultrapassam R$ 5 milhões.

De acordo com a Polícia Civil, Claiton Kaiser Vilaruel, sócio da Construtora Campina – envolvida na fraude – foi preso em Maringá, e Edson de Freitas Godoi, que atuava como corretor de imóveis, apesar de não possuir registro profissional para a função, foi preso em Curitiba.

O próximo passo das diligências é identificar novas vítimas do golpe e prender Valdecir de Oliveira Tecchio, apontado como líder da quadrilha, que estaria morando em Miami, nos Estados Unidos. Ele é considerado foragido e a Interpol foi acionada pela Polícia Civil do Paraná para auxiliar no cumprimento do mandado de prisão.


Os policiais da Delegacia de Estelionato (DE) cumpriram ainda quatro mandados de busca e apreensão – na residência dos investigados e na sede da construtora Campina, que fica no Jardim Social, em Curitiba. Nos locais foram apreendidos documentos que serão analisados e passarão por perícia. O delegado Wallace Brito, titular da DE, conta que a investigação começou há seis meses, quando as vítimas, os donos de imóveis, procuraram a Delegacia de Estelionato. A quadrilha mantinha uma construtora que fazia os empreendimentos imobiliários com recursos advindos de empréstimos bancários. “Venderam vários imóveis bloqueados, sem condições de as pessoas usufruírem por estarem hipotecados à instituição financeira. Induziram as pessoas em erro, como se nenhum embaraço houvesse, se apoderaram do dinheiro e não pagavam a instituição financeira. A empresa foi fechada e dono acabou fugindo para os Estados Unidos”, explicou o delegado. Os suspeitos chegaram a negociar um mesmo apartamento com mais de uma pessoa. Vítimas

Esse foi o caso do advogado Josiel Ribeiro. Ele comprou um apartamento (de 70 metros quadrados) em Almirante Tamandaré (RMC) no valor de R$ 170 mil. Foram pagos R$ 20 mil à construtora e mais R$ 10 mil ao corretor. O restante seria financiado, mas isso nunca ocorreu. “Fui informado que nenhum financiamento estava sendo autorizado porque a empresa possuía diversos tipos de dívidas, como IPTU, dívidas trabalhistas, certidões positivas de débito”, explicou Ribeiro. Ao procurar a empresa, ele descobriu ainda que todos os imóveis estavam bloqueados para pagar o financiamento da obra com uma companhia hipotecária. Várias outras vítimas apareceram e se uniram para tentar buscar uma solução. Para facilitar o contato, foi montado um grupo no aplicativo WhatsApp e por ali descobriram que pelo menos outras sete unidades no mesmo empreendimento tinham sido vendidas para duas pessoas diferentes. Há a denúncia de que mesmo depois de a fraude ter sido descoberta, Claiton Kaiser Vilaruel oferecia uma certidão de quitação de débito por preços irrisórios. “Fraude em cima de fraude. Depois de tudo ainda havia a tentativa de enriquecimento ilícito. Ele me pediu um carro para emitir a certidão, que na verdade nunca existiria”, acrescentou o técnico em equipamentos agrário Maycon Antônio da Silva. Ele também pagou R$ 30 mil à quadrilha referente ao valor da entrada e comissão do corretor. Os suspeito devem ser indiciados, por estelionato, associação criminosa e fraude na relação de consumo.

(Fotos: Google Maps e Polícia Civil)


1/1

1/4

1/7

1/1

1/6

1/5