495450580893305 Professores iniciam manifestação em memória ao ‘Massacre do Centro Cívico’

Professores iniciam manifestação em memória ao ‘Massacre do Centro Cívico’


Os professores do ensino estadual, ligados à APP-Sindicato, começaram por volta das 8h desta sexta-feira (29) a manifestação em memória ao dia 29 de abril de 2015, quando centenas de servidores ficaram feridos após confronto com aPolícia Militar (PM). A expectativa da APP é de que mais de 20 mil servidores estejam no evento.

“É um dia de mobilização de todos os servidores com relação ao que aconteceu, porque a violência que sofremos há um ano não pode ser esquecida. É uma memória a nossa luta e também cobraremos o governo refente às nossas pautas de reivindicações. A expectativa é de 20 mil pessoas hoje, muitas vindas do interior do Paraná”, explicou à Banda B a diretora Marlei Fernandes, da APP-Sindicato.

Os servidores saíram da Praça Santos Andrade, onde acontece a concentração, e seguem rumo a Praça Nossa Senhora da Salete, local em que aconteceu o confronto com a polícia. Lá, está marcado para acontecer um show com a banda Detonautas, do vocalista Tico Santa Cruz, conhecido por sua defesa ao governo Dilma Roussef. Apesar disso, Marlei nega uma motivação política no movimento de hoje.


“Fizemos uma reunião ontem com a Secretaria de Educação e colocamos a eles que essa manifestação estava marcada há mais de seis meses e não vamos misturar as pautas. Nossas manifestações sempre foram pacificas e hoje não será diferente”, garantiu a sindicalista.

Massacre do Centro Cívico

O "Massacre do Centro Cívico” ocorreu no dia 29 de abril do ano passado. Na ocasião, servidores públicos se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Paraná para protestar contra o projeto de lei que alterou o fundo previdenciário. A ação da Polícia Militar para impedir que o protesto avançasse para a Casa legislativa contou com uso de mais de 2 mil balas de borracha, cães, mil bombas de efeito moral e deixou 213 pessoas feridas.

Em março, a Justiça Militar do Paraná arquivou a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP-PR), que havia indiciado os comandantes da operação por uso abusivo de força e lesão corporal. O juiz Davi Pinto de Almeida considerou que os agentes policiais atuaram no cumprimento de seu dever e que não houve indícios de que eles começaram o confronto, o que é visto pela APP-Sindicato como uma “ofensa”.

Para o professor Hermes Leão, o elogio da conduta foi vista de uma forma muito ruim para todas as pessoas que estiveram no dia 29. “Essa cultura da impunidade sobre exageros das forças de segurança compromete todo o estado democrático de direito. Entendemos que a atitude deles de atirar no rosto das pessoas é muito complicada e está no inquérito do Ministério Público. No Brasil precisamos debater o papel dessas forças de segurança para que novos exageros não aconteçam”, concluiu.

O ato de sexta-feira (25) tem concentração marcada para as 8h30 na Praça Santos Andrade. A apresentação da banda Detonautas está marcada para começar 15 horas na Praça Nossa Senhora de Salete.


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