495450580893305 Segunda fase de operação contra fraudes em benefícios do INSS cumpre mandado de busca e apreensão no

Segunda fase de operação contra fraudes em benefícios do INSS cumpre mandado de busca e apreensão no


Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta terça-feira (20) contra a irmã de uma servidora aposentada do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação faz parte da segunda fase da Operação Autofagia e aconteceu por meio da Força-Tarefa Previdenciária no Paraná. Segundo informações da operação, a irmã teria auxiliado essa servidora na prática de fraudes para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), em Curitiba.

O esquema criminoso envolvendo a funcionária aposentada do INSS foi desbaratado em maio deste ano, na primeira fase da Operação Autofagia. Na época, a servidora ainda não estava aposentada e participava de um golpe para que mulheres com renda familiar acima do permitido obtivessem o BPC/Loas.

Esse tipo de benefício só pode ser destinado a quem sobrevive com, no máximo, ¼ do salário mínimo - hoje, R$ 238,50 - por mês. A fraude consistia em falsificar declarações de separação, de maneira que a renda familiar das mulheres diminuísse e se enquadrasse no limite permitido por lei.


A operação de hoje foi resultado de novas investigações que revelaram a identidade da comparsa da servidora, no caso, a irmã. Ela seria responsável por aliciar mulheres e falsificar declarações de separação e comprovantes de residência. Para consumar a fraude, as mulheres aliciadas pela irmã iam à Agência da Previdência Social onde a então servidora do INSS trabalhava. Lá, apresentavam documentos falsos, e a servidora concedia os benefícios.

As investigações da primeira fase da Autofagia iniciaram quando uma beneficiária que havia conseguido um benefício de BPC/LOAS requereu pensão por morte do marido. No sistema do INSS, contudo, constava que ela estaria separada do cônjuge. A Força-Tarefa verificou, então, que a declaração sobre a suposta separação havia sido falsificada.

Na ocasião, a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP) da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que integra a Força-Tarefa, identificou outros benefícios com indícios de falsidade ideológica em declarações de separação de cônjuges e em comprovações de endereço.

A PENA - As acusadas deverão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso. A ex-servidora poderá ter a pena aumentada pelo fato de ter cometido os crimes no exercício da função pública. Será também submetida a Processo Administrativo Disciplinar, o que poderá resultar na cassação de sua aposentadoria.

(Foto: Divulgação/Previdência Social)


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