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Servidores da Educação protestam e reivindicam direitos em Campina Grande do Sul



Professores da rede estadual e municipal de ensino realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira (17) em Campina Grande do Sul. A mobilização foi organizada pela APP-Sindicato acompanhando as manifestações da classe que ocorreram em todo o país. O grupo se reuniu em frente ao ginásio Ricieri Bernardi, no Jardim Paulista, por volta das 13h. Servidores de Quatro Barras também se uniram ao movimento.

O primeiro ato definido pelos manifestantes foi se dirigir a pé ao "colégio fantasma”, localizado na rua Leonardo Francischeli, no Jardim Paulista. O nome faz referência às obras inacabadas da unidade escolar que estava sendo construída na região, mas que foram paralisadas a pedido do Tribunal de Contas do Estado, após constatação de irregularidades durante investigações da Operação Quadro Negro. As investigações apuram denúncias de desvio de dinheiro público na construção de 18 escolas estaduais, duas delas em Campina Grande do Sul.


Em ato simbólico, os profissionais da Educação fizeram um abraço coletivo entorno do prédio abandonado, local onde deveria funcionar a nova instiuição de ensino. De mãos dadas, todos cantaram o Hino Nacional, e em seguida percorreram as principais ruas do Jardim Paulista, partindo em seguida em carreata para a Praça Bento Munhoz da Rocha, na sede de Campina Grande do Sul, onde finalizaram o manifesto.

De acordo com um dos representantes da APP-Sindicato Metro Norte, Jean Carlos Franzoi, a pauta contem mais de 20 reivindicações. Em Campina Grande do Sul, a nível de município, o grupo reinvindica dois principais itens. “Reivindicamos o direito de sindicalização dos profissionais de educação através da folha de pagamento, pedido este que não foi permitido pelo Executivo Municipal, e também a revisão e a construção do Plano de Carreira para os professores e funcionários da Educação da cidade”, completa.


A nível nacional, as reinvidicações se estendem ao reajuste salarial como decreta a Lei Nacional através do Piso Nacional estipulado pelo governo federal em 11,36%. A pauta nacional também se mostra contrária a terceirização das escolas, contra a entrega de escolas à organizações sociais, contra o parcelamento de salários, contra a militarização das escolas, entre outras reivindicações.

Notificação judicial

Momentos antes da passeata começar, integrantes da APP-Sindicato receberam uma notificação da Justiça, na qual determinava que os servidores da rede municipal de ensino de Campina Grande do Sul não participassem da paralisação, sob a justificativa que o ato não cumpria os requisitos legais. O documento foi assinado pela juíza Sandra Bauernmann.

No documento, a juiza informava que o descumprimento da ordem acarretaria em multa de R$ 50 mil para a APP Sindicato e caso houvesse paralisação nos dias seguintes a multa seria de R$ 10 mil. Representantes da APP-Sindicato informaram que o caso será tratado diretamente com o jurídico da associação.

(Fotos: Adilson Santos)


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