495450580893305

Servidores da rede estadual de ensino do Paraná entram em greve


Foto: Joka Madruga/APP-Sindicato

Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná estão em greve desde ontem, segunda-feira (2). Um dos motivos da paralisação, que já atinge cerca de 50% de escolas de toda a região, é a reforma da previdência proposta pelo Governo do Estado e que está em andamento na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).


Segundo o Governo, só neste ano, a despesa com a previdência do funcionalismo alcançou R$ 10,1 bilhões. O poder executivo ainda afirma que, atualmente, há uma insuficiência financeira (diferença entre contribuições e pagamentos) de R$ 6,3 bilhões para cobrir os gastos com aposentados e pensionistas do Estado e que sem a reforma, a previsão é que esta despesa ultrapasse R$ 9 bilhões por ano, mas que com as mudanças propostas, o deficit deve cair para R$ 2,5 bilhões.


Para a APP-Sindicato, essa mudança na previdência causaria mais uma grande perda para a categoria, que já possui um salário defasado, pois com o aumento da alíquota de 11% para 14%, o funcionário perderia 3% de salário, sendo então 3% de defasagem contra 2% do reajuste e, neste caso, para o sindicato “os mais baixos salários são os que mais irão ter desconto e ainda terão que trabalhar mais”.


Outro assunto que desencadeou a greve é que, de acordo com a APP-Sindicato, o governo tenta encerrar o Ensino Médio noturno nas escolas estaduais, impedindo a educação de jovens e adultos e, por isso, os(as) educadores(as) também exigem a manutenção do Ensino Médio Noturno e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).


Na manhã desta terça-feira (3), mais de 5 mil servidores(as) públicos(as) fizeram uma marcha em direção ao Palácio Iguaçu, que iniciou na Praça 19 de Dezembro, em Curitiba. A previsão é que no decorrer do dia os servidores acompanhem a sessão na Alep e promovam uma Assembleia Estadual da categoria para avaliar o movimento e decidir os rumos da greve.

1/1

1/10

1/1

1/1

1/1

1/1

1/1

1/1

1/2