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Vereadores que votaram contra a transparência nas vagas dos CMEIs de Campina estão entre os mais vot



O resultado das eleições municipais em Campina Grande do Sul não foi nada satisfatório para alguns vereadores que tentavam a reeleição. Na disputa pelos votos, quatro dos oito candidatos que já são vereadores não conseguiram atingir o quociente das coligações para permanecer no legislativo.

Uma das maiores polêmicas que repercutiu na atual gestão, e que foi discutida recentemente, tratava sobre a transparência nas vagas dos CMEIs. O Projeto de Lei N° 08/2016 estabelecia a criação de um sistema via protocolo de lista de espera para as vagas nos Centros de Educação Infantil (CMEIs).

Tal procedimento visava evitar a prática de "furar a fila", evitando que crianças fossem mais beneficiadas que outras na busca de uma vaga nas creches do município. A principal ideia da proposta, de autoria do vereador Renato Machado Newton (PMDB), era permitir que pais acompanhassem com isonomia o processo de distribuição das vagas.


Após ser vetado pelo prefeito Luiz Assunção (PSB) sob a justificativa de ser inconstitucional, o projeto acabou sendo reprovado pelos vereadores por quatro votos a três.

Antes do veto, a proposta havia sido aprovada por unanimidade pelos vereadores, mas no decorrer das discussões eles mudaram suas posições. No dia da votação, populares lotaram o Plenário da Câmara de Vereadores e saíram da sessão indignados, reprovando a atitude dos parlamentares.

Dos quatro vereadores que votaram contrários ao projeto, dois deles vão permanecer na Câmara Municipal nos próximos quatro anos, são eles: Geraldo Vaquinha (PSDB), reeleito com 873 votos, e Venício Ferreira (PSC), com 663 votos, que na época estava como suplente de Cleverson Dalprá (DEM), afastado do cargo.

Outros dois legisladores que também foram contra o projeto acabaram não sendo reeleitos, foram eles: Pedro Café (PPS), com 489 votos e Cidão Camargo (PP), com 466 votos. Os vereadores Eugênio Zanona (PSD), candidato reeleito, e Rubens Kolinski não compareceram no dia da votação. Mesmo votando contra a proposta os vereadores, reeleitos ou não, ficaram entre os 20 candidatos mais votados nas últimas eleições.

Dos vereadores que votaram a favor da proposta apenas um conseguiu a reeleição; Serginho (PR). Outros dois vereadores que foram favoráveis ao projeto, Renato Machado Newton (PMDB) não obteve êxito, e Seu Bruno (PTB) desistiu de concorrer novamente ao cargo.

VEREADORES ELEITOS EM CAMPINA GRANDE DO SUL

Cleverson Dalprá (DEM) 1.098 votos (reeleito) Serginho (PR) 927 votos (reeleito) Geraldo Vaquinha (PSDB) 873 votos (reeleito) Prof. Felipe (PSL) 830 votos

Amarildo (PSC) 800 votos

Carol (PSB) 798 votos Eugenio Zanona (PSD) 749 votos (reeleito) Cilon Junior (PSB) 708 votos Venicio Ferreira (PSC) 663 votos (reeleito) Lucas Sehnem (PSB) 575 votos Profº Anderson (PDT) 468 votos

Renovação na Câmara

O percentual de renovação na Câmara Municipal passa de 50%, considerando que no próximo pleito o número de vagas para vereadores passa de nove para 11 cadeira. Dos oito vereadores, quatro conseguiram se reeleger. A partir de 2017 Campina Grande do Sul terá novos vereadores, com destaques para os professores Felipe Veiga (PSL) e Anderson (PDT), e também Carol (PSB).

(Fotos: Luis Linkada)


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