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Vice-diretor agredido em março retoma atividades no colégio Ivan



Após 110 dias de afastamento, o vice-diretor do Colégio Estadual Ivan Ferreira do Amaral Filho, Márcio Bobrowc, retorna às atividades escolares. No dia 25 de março deste ano, ele foi vítima de uma agressão registrada em frente à instituição, que está localizada na Avenida Alderico Bandeira de Lima, no bairro Jardim Paulista em Campina Grande do Sul.


Na ocasião, Bobrowc tentou apartar uma briga que envolvia um estudante do colégio e outro rapaz, mas acabou sendo vítima de uma agressão, que acabou lhe causando um corte na cabeça e uma fratura na clavícula. Em entrevista exclusiva ao Linkada News, o vice-diretor recordou a situação e contou que, naquele dia, questionou a atitude do rapaz que estava incitando a briga e disse a ele que chamaria a polícia para resolver tudo, após isso Márcio foi agredido.


“Quando eu virei, ele me deferiu um golpe pelas costas. Eu estava andando em direção à parte interna do colégio, ele me agarrou pelas costas e me jogou pra cima com a intenção de que eu batesse a cabeça, e por um livramento que aconteceu no dia, eu bati não a cabeça, mas sim o ombro que veio a fraturar a clavícula”, explicou.


PROBLEMA RECORRENTE - Após ser agredido, Márcio foi encaminhado ao hospital da Cruz Vermelha, em Curitiba, onde passou por uma cirurgia e ficou internado por cinco dias. Ainda durante a entrevista com nossa reportagem, o vice-diretor ressaltou que esta não foi a primeira agressão que já sofreu. “Eu já tive a experiência de ter aluno que quase me agrediu com uma barra de ferro, simplesmente, porque a nota dele foi abaixo do que ele esperava (...). Também teve um episódio de um aluno ter jogado ácido em um carro da família e tivemos que pintar o carro todo novamente por causa desta agressão”, contou.


O QUE FICA APÓS A EXPERIÊNCIA – Durante o período em que ficou afastado, Bobrowc voltou ao colégio algumas vezes e a lembrança do que sofreu ali acabou deixando certo trauma e até mesmo um medo de voltar a exercer a profissão. Apesar do medo, o vice-diretor encontrou forças para continuar, especialmente, nas manifestações de alunos e até mesmo ex-alunos em apoio a ele e contra a violência, que acompanhava pelas redes sociais. “Eu não vejo a hora de retribuir isso a eles. Estou na ativa e não vejo a hora de reencontrá-los. E vamos em frente, pra que a gente possa formar cidadãos cada vez mais capacitados para o mercado agressivo que está aí fora”, concluiu.


Assista à reportagem na íntegra:



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