495450580893305 Hospital Adauto Botelho ganha nova ala de atendimento a transtornos mentais

Hospital Adauto Botelho ganha nova ala de atendimento a transtornos mentais


Foi inaugurada nesta quinta-feira (27), a nova ala feminina de atendimento a transtornos mentais do Hospital Colônia Adauto Botelho, localizado em Pinhais. Ao todo, são 28 leitos instalados em um amplo espaço, com novos equipamentos e totalmente adaptado às necessidades dos pacientes. A abertura da unidade “Flor de Maio”, como foi batizada pelos funcionários e pacientes do hospital, faz parte de um grande processo de reestruturação do Adauto Botelho. Somente nos dois últimos anos, o Estado já investiu cerca de R$ 2 milhões em reformas e melhorias estruturais no prédio, fundado em 1954. De acordo com o diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde, Sezifredo Paz, os investimentos demonstram a importância que o governo estadual dá à área de saúde mental. “Estamos alinhados com a política de desospitalização, contudo há casos que precisam de internamento e um acompanhamento mais próximo. Por isso, é nosso compromisso continuar apoiando os hospitais psiquiátricos que desenvolvem um trabalho de excelência no setor”, ressaltou. REFORMA – A unidade “Flor de Maio” conta com quatro enfermarias, posto de enfermagem, refeitório, consultório de atendimento ao paciente e ao familiar, sala para reuniões e terapia em grupo, quadra de voleibol e peteca, cesta de basquete e espaço para jardinagem, lavanderia e rouparia. Toda a adequação física do ambiente foi feita por detentos do Complexo Médico Penal, através de uma parceria entre a Secretaria Estadual da Saúde e a Secretaria Estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária. A cada três dias de trabalhos executados, um é reduzido da pena do detento. TERAPIA – Agora em novas instalações, as pacientes continuarão sendo acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, composta por 26 profissionais, entre médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, terapeuta ocupacional, assistente social, fisioterapeuta, dentista e técnicos de enfermagem. Além do tratamento medicamentoso, os profissionais oferecem uma série de alternativas terapêuticas que ajudam na recuperação. São atividades que contribuem para a melhoria da autoestima e reinserção social da pessoa. “Nosso objetivo é oferecer condições para que o paciente volte para casa o mais breve possível e dê continuidade ao tratamento de forma ambulatorial, sem precisar ser internado e com o apoio da família”, explicou o diretor-geral do hospital, Osvaldo Tchaikovski Júnior. Entre as atividades disponíveis estão aulas de pintura, escultura, artesanato, música, jardinagem e informática. As oficinas fazem parte do setor de terapia ocupacional do hospital e são indicadas a partir de uma avaliação que leva em conta a aptidão e o grau de interesse do paciente.

(Foto: Venilton Küchler/SESA)


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