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O prefeito de Colombo, Helder Lazarotto, participou nesta terça-feira (16) de uma reunião estratégica com prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para discutir medidas preventivas e ações coordenadas voltadas aos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño 2026/2027.


O encontro foi realizado no Palácio 29 de Março, em Curitiba, e reuniu gestores municipais, representantes da Defesa Civil e órgãos técnicos responsáveis pelo monitoramento e planejamento de ações voltadas à mitigação de riscos climáticos.


A reunião foi coordenada pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e teve como foco principal a construção de um plano regional de preparação para enfrentar possíveis ocorrências de enchentes, alagamentos, deslizamentos e outros eventos associados ao aumento do volume de chuvas previsto para os próximos meses.

Foto: PMC
Foto: PMC

Planejamento antecipado busca reduzir impactos

Durante o encontro, os prefeitos discutiram estratégias para aproveitar o período de menor incidência de chuvas na execução de ações preventivas que possam minimizar danos futuros.


Segundo Helder Lazarotto, este é o momento ideal para reforçar os trabalhos de manutenção e preparação das equipes municipais.


“É um momento importante para intensificar trabalhos de limpeza, desassoreamento dos rios e preparação das equipes. O objetivo é reduzir ao máximo possíveis danos, caso o fenômeno climático se confirme”, afirmou o prefeito.


A proposta é que cada município fortaleça suas ações locais enquanto mantém uma atuação integrada com as demais cidades da região, ampliando a capacidade de resposta em situações de emergência.


Integração entre municípios é prioridade

Um dos principais temas debatidos durante a reunião foi a necessidade de cooperação entre as cidades da Grande Curitiba, especialmente por meio da integração das Defesas Civis municipais e do compartilhamento de recursos e informações em momentos de crise.


A iniciativa busca criar uma rede regional de apoio que permita respostas mais rápidas e eficientes diante de eventos climáticos severos, reduzindo riscos para a população e fortalecendo a capacidade operacional dos municípios.


Obras de macrodrenagem podem beneficiar Colombo

Durante a reunião, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, destacou a importância das obras de macrodrenagem que vêm sendo planejadas e executadas na Região Metropolitana.


Entre as intervenções previstas estão bacias de contenção e estruturas voltadas ao controle do escoamento das águas das chuvas, medidas que poderão beneficiar diretamente municípios como Colombo, Pinhais e Almirante Tamandaré, reduzindo os riscos de alagamentos em áreas historicamente afetadas.


Região se prepara para desafios climáticos

De acordo com os organizadores, o plano regional tem como objetivo ampliar a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta dos municípios diante de possíveis eventos climáticos extremos relacionados ao El Niño.


A iniciativa reforça a importância do trabalho conjunto entre as cidades da Região Metropolitana de Curitiba, buscando proteger a população, preservar a infraestrutura urbana e minimizar impactos econômicos e sociais causados por fenômenos naturais.


Com a participação de Colombo nas discussões, o município passa a integrar de forma ainda mais ativa as estratégias regionais voltadas à segurança e à prevenção de desastres, fortalecendo o planejamento para enfrentar os desafios climáticos dos próximos anos.


Enquanto o Paraná enfrenta uma das piores crises hídricas dos últimos anos, com risco real de racionamento e restrições no uso da água, um outro dado chama atenção — e levanta um debate inevitável: a Sanepar tem cerca de R$ 4 bilhões em caixa após vitória judicial.


A pergunta que ecoa nas ruas é direta: se há dinheiro, por que falta água?


Emergência hídrica e ameaça nas torneiras

O decreto de emergência hídrica segue em vigor em todo o estado. Rios em níveis críticos, reservatórios pressionados e previsão de pouca chuva colocam o Paraná em alerta máximo. Medidas como proibição do uso de água para atividades não essenciais e a possibilidade de rodízio no abastecimento já fazem parte do cenário.


A população é orientada a economizar — e rápido. O risco de cortes no fornecimento não é descartado.


R$ 4 bilhões: de quem é esse dinheiro?

O montante bilionário recuperado pela Sanepar é resultado de uma disputa judicial contra a União, que reconheceu o direito da empresa à imunidade tributária. Na prática, trata-se da devolução de valores pagos ao longo de décadas — dinheiro que, segundo entendimento técnico da Agepar, saiu do bolso dos próprios consumidores.


Por isso, a agência reguladora foi clara: 100% do valor deveria retornar à população, seja em forma de desconto direto na conta ou em investimentos que não aumentem tarifas.

Mas nem tudo é consenso.


A disputa pelo destino do dinheiro

A Sanepar propôs inicialmente outro caminho:

  • 75% para desconto nas tarifas

  • 25% para investimentos e outras finalidades


A Agepar discordou — e foi além, defendendo participação popular na decisão. Houve consulta pública, audiência e debate.


A reação da companhia foi imediata: entrou na Justiça tentando barrar o processo. O pedido, no entanto, foi negado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve a atuação da agência reguladora.


Crise hídrica ou oportunidade de investimento?

É aqui que as duas histórias se cruzam — e geram desconfiança.


De um lado, uma crise hídrica severa, com possibilidade de racionamento e apelo para que a população economize cada gota. Do outro, R$ 4 bilhões disponíveis, com uma disputa sobre quanto desse valor deve realmente aliviar o bolso do consumidor.


A dúvida que fica no ar é inevitável: o cenário de escassez pode influenciar decisões para direcionar mais recursos a obras? estamos diante de um jogo de narrativas que pode impactar decisões regulatórias e judiciais?


A própria empresa já sinaliza que pretende investir parte dos recursos em infraestrutura hídrica — o que, em teoria, ajudaria a combater a falta de água. Mas isso abre outra discussão: esse investimento deve sair de um valor que, segundo a agência, pertence ao consumidor?


Represa do Iraí em vista de Quatro Barras - Foto: Luis Henrique Francisco / Linkada
Represa do Iraí em vista de Quatro Barras - Foto: Luis Henrique Francisco / Linkada

E a ironia que não cala: dá pra “comprar chuva”?

Em meio a números bilionários e torneiras sob ameaça, surge uma pergunta quase irônica — mas carregada de crítica: será que tem como comprar chuva?


A resposta, claro, é não. Mas a provocação escancara um ponto central: dinheiro resolve gestão, infraestrutura e planejamento — mas não substitui políticas eficientes e transparência.


População no meio do fogo cruzado

Enquanto o impasse segue entre Sanepar, Agepar e decisões judiciais, quem sente na prática é o consumidor.


  • Pode pagar mais caro (ou deixar de pagar menos)

  • Pode enfrentar racionamento

  • E ainda precisa reduzir o consumo no dia a dia


O que você pode fazer agora

Mesmo em meio às incertezas, a economia de água continua sendo essencial:


  • Banhos rápidos (até 5 minutos)

  • Nada de mangueira para lavar calçadas

  • Reaproveitamento de água sempre que possível

  • Atenção a vazamentos

  • Uso consciente em todas as atividades


O que está em jogo

Mais do que uma crise hídrica, o Paraná vive um momento decisivo sobre gestão de recursos, transparência e prioridade no uso do dinheiro público.


De um lado, bilhões em caixa. Do outro, a possibilidade de falta d’água.

E no meio disso tudo, uma pergunta que ainda espera resposta clara: quem deve, de fato, se beneficiar desse dinheiro — e quando?


Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas mostra o senador Sergio Moro (União Brasil) na liderança na disputa pelo Governo do Paraná nas eleições de 2026.


O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 4 de março, com 1.500 entrevistados em 55 municípios do estado, e indica uma vantagem superior a 19 pontos percentuais para Moro nos cenários de primeiro turno avaliados.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Cenário principal da pesquisa

No primeiro cenário apresentado aos eleitores, Moro aparece com 44% das intenções de voto, seguido por:

  • Requião Filho (PDT) – 23,1%

  • Alexandre Curi (PSD) – 11,3%

  • Fernando Giacobo (PL) – 4,5%

  • Guto Silva (PSD) – 4,3%

  • Luiz França – 0,9%


Ainda segundo a pesquisa, 7,1% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 4,9% não souberam ou preferiram não opinar.


Cenário com Rafael Greca

Quando o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) é incluído entre os possíveis candidatos, Moro segue na frente, com 40,1% das intenções de voto.

Neste cenário, a disputa aparece assim:


  • Sergio Moro – 40,1%

  • Requião Filho – 20,4%

  • Rafael Greca – 19,1%

  • Fernando Giacobo – 4,7%

  • Guto Silva – 4,5%

  • Luiz França – 0,7%


Como foi feita a pesquisa

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 55 municípios do Paraná, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares.


A pesquisa tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.


O estudo foi contratado pelo Partido Liberal (PL) e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PR-06254/2026.


Leitura do cenário

Os números indicam que a disputa pelo governo do Paraná começa a ganhar forma. Mesmo com ampla vantagem de Sergio Moro neste momento, o cenário ainda pode mudar com a definição oficial das candidaturas e a entrada de novos nomes na corrida eleitoral.

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