- Linkada News

- há 21 horas
O tradicional Juventude Esporte Clube está entre os quatro melhores times da elite do futebol colombense. E não foi apenas uma classificação. Foi daquelas campanhas que carregam o peso da camisa, a força da comunidade e o espírito de um clube acostumado a transformar dificuldade em combustível dentro de campo.
Fundado em novembro de 1979, o Azulão da Baixada do Canguiri construiu ao longo de quase 47 anos uma trajetória marcada por títulos, rivalidades históricas e uma identidade que fez do clube um dos nomes mais respeitados do futebol amador paranaense. Em uma cidade apaixonada pelo esporte como Colombo — a oitava maior do Paraná — o Juventude sempre teve seu espaço reservado entre os gigantes da modalidade.
Depois de longos anos afastado das competições oficiais em Colombo, o retorno aconteceu em 2025, na disputa da Série Prata da Liga de Futebol de Colombo. E a volta foi em grande estilo. Já em sua reestreia, o JEC mostrou que a tradição permanecia viva, chegando à grande final e conquistando o vice-campeonato, resultado que garantiu o acesso para a Série Ouro.

ASSISTA O VÍDEO DA DECISÃO NOS PÊNALTIS O início da temporada 2026 foi tratado com cautela. O discurso interno era de pés no chão e manutenção da equipe na elite. A campanha da primeira fase apresentou oscilações e momentos de instabilidade, algo natural para um clube recém-promovido e em processo de readaptação ao mais alto nível do futebol colombense.
Mas foi justamente no mata-mata que apareceu a essência competitiva do Juventude.
Nas quartas de final diante do Bola de Ouro, o Azulão mostrou a raça e o poder de superação que sempre acompanharam a história do clube. Após dois empates eletrizantes por 2 a 2, tanto no jogo de ida quanto na volta, a decisão foi para os pênaltis, na casa do adversário.
E aí falou mais alto o peso da camisa.
A experiência de um clube que carrega em seu DNA o “jeito de ser campeão” apareceu nos momentos decisivos. O coletivo foi determinante para a classificação histórica às semifinais, mas alguns nomes merecem destaque especial nesta caminhada.
Os goleiros Mi e Diego foram fundamentais, cada um em seu momento, acumulando defesas decisivas que sustentaram o Juventude vivo na competição. Pelo lado direito, Miguel teve atuação segura e participativa, enquanto Guilherme foi peça importante no setor ofensivo, sendo decisivo no confronto que colocou o JEC entre os semifinalistas.
Outro fator que merece destaque nesta campanha é a presença constante da tradicional Torcida Mancha Azul. Em casa ou longe do Canguiri, a arquibancada do Juventude segue sendo um combustível a mais para a equipe dentro de campo. Sempre em um ambiente de família, união e incentivo incondicional, a torcida tem cumprido um papel fundamental nesta retomada do clube, empurrando o time nos momentos difíceis e celebrando cada conquista ao lado do elenco.
Para quem iniciou o ano sem grandes pretensões além da permanência na Série Ouro, alcançar uma semifinal representa muito mais do que um simples resultado esportivo. É a confirmação de que o Juventude retomou definitivamente seu lugar de protagonismo no futebol de Colombo.
A torcida comemora, a comunidade do Canguiri se orgulha e o clube volta a respirar grandes momentos.
Ainda não há nada ganho. O objetivo inicial foi alcançado. Mas em se tratando de Juventude Esporte Clube, deixar chegar pode ser perigoso. Porque quando a camisa pesa, a tradição aparece… e a taça pode muito bem acabar encontrando novamente o caminho da Baixada do Canguiri.






