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Mais de 70 empresários e representantes de diferentes instituições participaram do encontro, que colocou em pauta o desenvolvimento econômico, infraestrutura, logística, geração de empregos e os projetos para o Paraná



Quatro Barras foi palco, na quinta-feira (24), de um encontro que reuniu mais de 70 empresários, empreendedores e representantes de diferentes instituições para uma conversa sobre o futuro econômico do Paraná. O evento contou com a presença do prefeito Loreno Bernardo Tolardo, do candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro e de seu candidato a vice, Edson Vasconcelos, além de lideranças do setor produtivo.


O encontro teve como eixo central o diálogo com empresários sobre desenvolvimento, ambiente de negócios, infraestrutura, logística, geração de empregos e oportunidades para o Estado. Ao mesmo tempo, o evento marcou publicamente o posicionamento político de Tolardo na eleição de 2026, com o apoio à candidatura de Sergio Moro ao Governo do Paraná e de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.




A movimentação ocorre em um cenário de reorganização das alianças políticas no Paraná. Em 23 de setembro, Flávio Bolsonaro declarou publicamente que Sergio Moro é o candidato da chamada “Força Bolsonaro” ao Governo do Paraná.


Apoio de Tolardo a Moro vem de 2022

A aproximação entre Loreno Tolardo e Sergio Moro, porém, não começou na atual disputa estadual.


Conforme já registrado pelo próprio Linkada News, Tolardo manifestava apoio a Moro desde a eleição de 2022, quando o então ex-juiz federal disputou uma vaga ao Senado pelo Paraná. Naquele período, os dois já mantinham aproximação política.


Em 2026, essa relação volta ao centro do cenário político local com a disputa pelo Governo do Paraná.


O movimento também ganha novo contexto diante da definição de Flávio Bolsonaro em favor de Moro. Em transmissão realizada em 23 de setembro, Flávio afirmou que Moro é o candidato da Força Bolsonaro ao Governo do Paraná.


Setor produtivo no centro da conversa

Mais do que uma agenda política, o encontro foi estruturado para aproximar o debate eleitoral da realidade de quem empreende e movimenta a economia.


Empresários de diferentes segmentos participaram das discussões, apresentaram demandas e acompanharam a apresentação de Edson Vasconcelos, que levou ao encontro informações e propostas relacionadas ao setor produtivo e ao desenvolvimento do Estado.


A escolha de Quatro Barras para sediar a reunião também dialoga com a própria posição estratégica do município.


A cidade está inserida em um importante eixo rodoviário do Paraná, com ligação pela BR-116 e pelo Contorno Leste, conectando a Região Metropolitana de Curitiba aos grandes corredores de transporte do Sul e Sudeste e às rotas de acesso ao Porto de Paranaguá.


Esse aspecto foi incorporado ao discurso do encontro: infraestrutura, logística e capacidade de atração de investimentos aparecem como temas diretamente relacionados ao desenvolvimento regional.


Quatro Barras como parte do debate estadual

Durante a reunião, também foram destacados indicadores que colocam o município em evidência.


No IPS Brasil 2026, Quatro Barras aparece em primeiro lugar entre os municípios da Região Metropolitana de Curitiba e em quinto lugar no Paraná. Em 2025, o município havia alcançado a quarta colocação estadual.


O dado foi utilizado no contexto da discussão sobre desenvolvimento para demonstrar a necessidade de combinar crescimento econômico, geração de oportunidades e qualidade de vida.


A própria Prefeitura vem colocando o desenvolvimento econômico, a geração de trabalho e renda e a atração de investimentos entre os temas estratégicos da administração. Em 2026, o município também passou a dar destaque à tecnologia e à inovação como alternativas de desenvolvimento diante das restrições ambientais existentes no território.


Uma cidade estratégica para a economia regional

A localização de Quatro Barras foi outro ponto que ganhou espaço na discussão.

O município está próximo de Curitiba e integrado à dinâmica econômica da Região Metropolitana, ao mesmo tempo em que está situado em um corredor estratégico para o transporte de cargas.


A conexão com a BR-116 e o Contorno Leste aproxima Quatro Barras dos grandes mercados consumidores do Sul e Sudeste, enquanto a infraestrutura rodoviária regional estabelece ligação com as rotas que levam ao litoral e ao Porto de Paranaguá.

Para o setor produtivo, essa posição representa um ativo diretamente relacionado à logística, transporte, distribuição, indústria e serviços.


Edson Vasconcelos apresenta propostas ao setor produtivo

Durante o encontro, Edson Vasconcelos apresentou aos empresários pontos de seu plano voltados ao desenvolvimento do setor produtivo.


A apresentação foi acompanhada pelos participantes por meio de telas e slides, com a discussão envolvendo temas como infraestrutura, investimentos, geração de empregos, qualificação profissional, logística e ambiente de negócios.


A trajetória de Edson também foi utilizada como elemento de conexão com o público. Engenheiro civil formado pela UFPR, com MBAs em Gestão de Empresas pela FGV e em Negócios Internacionais pela Ohio University, ele construiu sua trajetória empresarial e institucional nos setores de construção, mercado imobiliário, energia e representação empresarial.


Edson presidiu o Sistema Fiep e, em 2026, passou a participar da disputa eleitoral como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Sergio Moro.





Apoio político ganha dimensão regional

A presença de mais de 70 empresários deu ao encontro uma dimensão que ultrapassou a agenda estritamente partidária.


O objetivo foi colocar em contato representantes do setor produtivo com os nomes que disputam o comando do Estado, permitindo que demandas locais fossem apresentadas diretamente aos candidatos.


O movimento acontece poucas semanas depois de outro episódio que expôs a divisão das alianças políticas no Paraná: em junho, Loreno Tolardo havia aparecido entre os prefeitos da Região Metropolitana que participaram de encontro de apoio à pré-candidatura de Sandro Alex, então pré-candidato do PSD ao Governo do Estado.


Agora, com a definição do cenário eleitoral, o prefeito de Quatro Barras passa a tornar público seu alinhamento com Sergio Moro para o Governo do Paraná e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.


O encontro como sinalização política em Quatro Barras


A reunião de 24 de setembro, portanto, teve duas dimensões.


A primeira foi institucional e econômica: empresários, lideranças e representantes do setor produtivo discutindo os desafios de Quatro Barras, da Região Metropolitana e do Paraná.

A segunda foi política: a manifestação pública do prefeito Loreno Tolardo em favor das candidaturas de Sergio Moro e Flávio Bolsonaro, dentro do processo eleitoral de 2026.


Com o setor produtivo reunido e a apresentação das propostas de Edson Vasconcelos, o encontro também serviu para estabelecer uma conexão entre a realidade econômica de Quatro Barras e a discussão estadual sobre os próximos anos.


De Quatro Barras, a mensagem política do encontro foi clara: o município passou a explicitar seu alinhamento com a candidatura de Sergio Moro ao Governo do Paraná e com Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, enquanto empresários e lideranças locais participaram do debate sobre as pautas econômicas que deverão fazer parte da agenda eleitoral de 2026.

O Senado Federal aprovou, nesta semana, o projeto de lei que cria o chamado "Pix Pensão", mecanismo que permitirá o pagamento automático da pensão alimentícia por meio do sistema de transferências instantâneas. A proposta segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



A medida foi aprovada em votação simbólica no Plenário do Senado e tem como objetivo tornar mais ágil e eficiente o cumprimento das decisões judiciais relacionadas ao pagamento da pensão alimentícia.


Se sancionada, a nova regra poderá ser solicitada em qualquer fase do cumprimento da sentença e permitirá que o valor da pensão seja transferido automaticamente para a conta do beneficiário nas datas determinadas pela Justiça.


Como vai funcionar o Pix Pensão?


O projeto estabelece que o juiz deverá informar na decisão judicial todas as informações necessárias para a operação, como o valor da pensão, o período de duração da obrigação, as contas bancárias de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores.


Com essas informações, a instituição financeira ficará responsável por realizar automaticamente a transferência mensal para a conta do beneficiário por meio do Pix.

Atualmente, o desconto automático já pode ocorrer quando o devedor possui vínculo formal de emprego, por meio da folha de pagamento. No entanto, quando o responsável pelo pagamento é autônomo ou não possui salário registrado, o beneficiário muitas vezes precisa recorrer novamente à Justiça em caso de atraso.


Segundo os defensores da proposta, o novo sistema deve reduzir a burocracia e evitar atrasos no recebimento de recursos essenciais para a manutenção de crianças, adolescentes e demais beneficiários da pensão alimentícia.


O que acontece em caso de inadimplência?

A proposta também prevê mecanismos para reforçar o cumprimento da obrigação.

Caso não haja saldo suficiente na conta do devedor na data prevista para o pagamento, a Justiça poderá determinar a indisponibilidade automática de ativos financeiros até o valor atualizado da dívida. Se a inadimplência persistir, esses valores poderão ser convertidos em penhora.


A medida também poderá alcançar recursos financeiros vinculados à atividade de empresários individuais.


CNJ deverá divulgar estatísticas

Outro ponto previsto no projeto é que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a reunir e divulgar estatísticas relacionadas às ações de alimentos, sempre preservando o anonimato das partes envolvidas.


Entre os dados que poderão ser divulgados estão o número de processos, valores médios das ações, informações sobre penhoras judiciais e o perfil dos beneficiários da pensão alimentícia.


O texto também autoriza o compartilhamento de informações anonimizadas entre órgãos públicos, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para subsidiar estudos e políticas públicas.


Especialista vê avanço na cobrança da pensão

Para o jurista Rolf Madaleno, diretor nacional do Instituto Brasileiro de Direito das Famílias e das Sucessões (IBDFAM), o novo modelo representa um avanço, principalmente para os casos em que o devedor não possui vínculo empregatício.


Segundo ele, hoje a legislação já prevê o desconto em folha para trabalhadores com emprego formal. O problema ocorre quando o responsável pelo pagamento atua como profissional autônomo, situação em que o cumprimento da obrigação depende da iniciativa do próprio devedor.


Com a nova proposta, o banco passará a exercer papel semelhante ao do empregador, realizando automaticamente a transferência da pensão para a conta do beneficiário.

Madaleno ressalta, porém, que o sistema continuará dependendo da existência de saldo disponível na conta do devedor.


Ainda assim, o especialista considera que o mecanismo deve reduzir atrasos provocados de forma intencional e dar mais segurança ao recebimento da pensão, garantindo maior pontualidade no pagamento.


Projeto aguarda sanção

O chamado "Pix Pensão" foi criado por meio do Projeto de Lei nº 4.978/2023, de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), com relatoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

Após a aprovação no Senado, o texto segue para análise do presidente da República.


Caso seja sancionado, as novas regras passarão a integrar a legislação brasileira e deverão beneficiar milhares de famílias que dependem da pensão alimentícia para garantir o sustento e o bem-estar de seus beneficiários.

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (5) pelo instituto Real Time Big Data revela um cenário competitivo e ainda indefinido para as eleições presidenciais de 2026. Apesar da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos cenários de primeiro turno, os dados indicam maior equilíbrio — e até desvantagem numérica — em simulações de segundo turno.


Primeiro turno: Lula lidera, mas disputa segue aberta

No principal cenário estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 40% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 34%.

Lula e Flávio: cenário é de empate técnico (Divulgação/Exame)
Lula e Flávio: cenário é de empate técnico (Divulgação/Exame)


Outros nomes aparecem mais distantes:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 5%

  • Romeu Zema (Novo): 4%

  • Renan Santos (Missão): 3%


Em um segundo cenário estimulado, Lula oscila para 38% e Flávio para 33%, enquanto Ciro Gomes (PSDB), Caiado e Zema aparecem tecnicamente empatados com 4%.


Já na modalidade espontânea — quando os entrevistados citam nomes livremente — Lula registra 31%, enquanto Flávio aparece com 24%. O ex-presidente Jair Bolsonaro é lembrado por 3%, mesmo sem confirmação de candidatura.


Segundo turno: empate técnico e leve vantagem de Flávio

O cenário mais sensível da pesquisa surge nas simulações de segundo turno. Em um eventual confronto direto, Flávio Bolsonaro aparece com 44% contra 43% de Lula. Apesar da vantagem numérica, o resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.


O levantamento também mostra uma evolução recente: em comparação com março, Flávio cresceu três pontos (de 41% para 44%), enquanto Lula oscilou positivamente dentro da margem (de 42% para 43%). O movimento sugere uma leve consolidação do eleitorado do senador.


Outros cenários de segundo turno indicam disputas igualmente apertadas:

  • Lula x Ciro Gomes: 43% x 43% (empate absoluto)

  • Lula x Ronaldo Caiado: 43% x 42% (empate técnico)

  • Lula x Romeu Zema: 43% x 39% (vantagem numérica de Lula, mas ainda dentro da margem)


A única simulação com diferença mais expressiva ocorre contra Renan Santos, em que Lula aparece com 48% contra 24%.


Indecisos e votos inválidos ainda têm peso relevante

Os números mostram que uma parcela significativa do eleitorado ainda não está consolidada. Dependendo do cenário, votos brancos e nulos variam entre 7% e 13%, enquanto os indecisos chegam a até 15%.


Esse contingente pode ser decisivo para o desfecho da eleição, especialmente em cenários de empate técnico.


Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 4 de maio de 2026, com 2.000 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.


A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03627/2026.


Leitura do cenário

Os dados indicam que, embora Lula mantenha vantagem no primeiro turno, a disputa tende a se acirrar na fase decisiva. O desempenho de Flávio Bolsonaro no segundo turno, aliado à redução dos indecisos, aponta para um ambiente eleitoral altamente competitivo e ainda em aberto — com potencial de mudanças significativas ao longo da campanha.

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