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Após sair de banco, jovem tem R$ 956,00 roubados no "golpe do achadinho"



Por volta do meio-dia desta sexta-feira (18), um jovem de 23 anos foi vítima do famoso “golpe do achadinho”, na região central de Quatro Barras. O rapaz havia acabado de trocar um cheque no valor de R$ 956,00 na agência do Banco Itaú na Avenida Dom Pedro II, quando teve seu dinheiro levado pelos golpistas.

Em conversa exclusiva com o Linkada News, o jovem relatou como tudo aconteceu. Segundo ele, os golpistas agiram em dupla. Um deles chegou a bater papo com ele na fila da agência, enquanto aguardava para ser atendido.

“Conversei com um deles normalmente na fila do banco, ele foi atendido primeiro. Quando eu saí, ele estava em frente à agência como se estivesse esperando alguém. Em seguida, entrou em cena um outro homem engravatado que também saía do banco, passou por nós e deixou cair um pequeno malote de dinheiro”, relatou o jovem.

De imediato, o homem que aguardava do lado de fora se prontificou em pegar o malote do chão e dividir o valor "achado" com a vítima. “Ele tentou me convencer a pegar a metade do dinheiro, mas minha reação foi ir atrás do outro rapaz para lhe entregar o pertence. No caminho, eu abri o malote e vi que dentro tinha um monte de papel dobrado. Nisso, já veio o “engravatado” encostou algo parecendo uma arma nas minhas costas, enquanto o outro enfiou a mão no meu bolso e pegou o dinheiro”, disse.

Após roubarem o jovem, a dupla entrou em um veículo Fiesta de cor prata e fugiu. A vítima tentou correr atrás do carro, mas não conseguiu identificar a placa do veículo. O caso foi registrado na delegacia de Quatro Barras que agora investiga o caso.

Entenda como funciona o golpe

O golpe conhecido como “golpe do paco” ou “golpe do achadinho”, é praticado normalmente por duas pessoas. Os golpistas, primeiro, observam qual cliente no banco sacou uma quantia considerável de dinheiro. Identificada a vítima, os estelionatários a seguem, e um deles sempre deixa cair uma folha de cheque ou um malote de dinheiro no chão, visando chamar a atenção da vítima.

Há algumas variantes sobre o golpe, há casos em que um dos estelionatários se propõe em dividir o valor com a vítima, ou até mesmo entregar o pertence ao seu comparsa, convencendo a vítima que ambos estariam fazendo uma boa ação. Nesses casos, o estelionatário “descuidado” normalmente chega a oferecer uma suposta recompensa à vítima e ao comparsa em troca de alguma garantia.

Há casos, como o ocorrido em Quatro Barras, em que os golpistas distraem a vítima, a levam para um local distante da agência e a assaltam.

(Foto: Colaboração)


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