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Engenheiro, empresário e ex-presidente da Fiep, cascavelense chega à disputa pelo Governo do Paraná após mais de uma década de atuação em entidades representativas e pautas de infraestrutura, indústria, energia e desenvolvimento regional


Da redação | Linkada News



A trajetória de Edson José de Vasconcelos ganhou uma nova dimensão em 2026. Natural de Cascavel, no Oeste do Paraná, o engenheiro civil, empresário e dirigente do setor produtivo passou a integrar a disputa majoritária pelo Governo do Estado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Sérgio Moro, pelo Partido Liberal (PL).


Com candidatura registrada e deferida pela Justiça Eleitoral, Vasconcelos concorre ao cargo de vice-governador com o número 22. Aos 50 anos, reúne em seu currículo uma trajetória construída principalmente no setor empresarial e no associativismo, chegando à presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), uma das principais entidades de representação do setor industrial paranaense.


A passagem da iniciativa empresarial para a política eleitoral coloca seu nome em uma posição de destaque no cenário estadual, especialmente pelo histórico de participação em discussões relacionadas à infraestrutura, logística, energia, indústria e desenvolvimento econômico.


Quem é Edson Vasconcelos?




Nascido e criado em Cascavel, Edson Vasconcelos é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), além de MBA em Negócios Internacionais pela Ohio University, nos Estados Unidos.


Sua carreira empresarial está ligada principalmente à construção civil, mercado imobiliário, hotelaria e energias renováveis. A própria Fiep registra sua atuação empresarial nesses segmentos e sua presidência da Paraná Energia. No setor produtivo, Vasconcelos também construiu uma trajetória extensa no associativismo empresarial.


Antes de chegar à presidência da Fiep, passou pelo Sinduscon Paraná-Oeste, pela Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cascavel (Codesc), pelo Instituto de Planejamento de Cascavel (IPC) e por outras entidades ligadas ao desenvolvimento regional.



Uma trajetória construída no associativismo

A atuação de Edson Vasconcelos no associativismo começou no setor da construção civil, com participação na diretoria do Sinduscon Oeste.


Em 2011, passou a integrar a diretoria da Fiep como vice-presidente. Dois anos depois, em 2013, assumiu a presidência do Sinduscon Oeste.


A partir de 2014, ampliou sua participação em projetos de desenvolvimento regional, incluindo o Oeste em Desenvolvimento, iniciativa que reuniu entidades da região em torno de pautas convergentes para infraestrutura, logística e crescimento econômico.


Também presidiu o G8, grupo formado por entidades do setor produtivo de Cascavel, e o Codesc, além de ter comandado o Instituto de Planejamento de Cascavel.


Na Acic, sua atuação esteve relacionada a pautas de infraestrutura e desenvolvimento da região Oeste. Entre os projetos citados em registros públicos estão a participação nas discussões que contribuíram para a construção do Aeroporto de Cascavel e do Trevo Cataratas, além da implantação do Instituto de Planejamento de Cascavel.


Essa experiência é importante para compreender a dimensão da trajetória que o levou à Fiep e, posteriormente, à disputa pelo Governo do Paraná.


Presidente da Fiep

Um dos pontos de maior projeção na carreira de Vasconcelos ocorreu em 2023, quando foi eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná para o quadriênio 2023–2027.


A eleição representou também uma projeção regional importante: um empresário de Cascavel passou a comandar uma entidade que reúne sindicatos industriais de diferentes segmentos e representa interesses da indústria paranaense. A própria Fiep registra Vasconcelos como presidente da gestão 2023–2026 em sua retrospectiva institucional.


Durante sua trajetória na Federação, uma de suas áreas de atuação esteve relacionada à infraestrutura e logística, temas que também aparecem entre as principais preocupações apresentadas por ele no debate eleitoral de 2026.


Em entrevista publicada pela Tribuna do Paraná, Vasconcelos apontou infraestrutura, energia, portos, aeroportos, desburocratização e ambiente regulatório como fatores importantes para a competitividade da economia paranaense.

Energia e desenvolvimento

Outro eixo presente no currículo de Vasconcelos é o setor de energia. Ele aparece como presidente da Paraná Energia, cooperativa voltada às energias renováveis. A iniciativa foi apresentada pela Fiep como uma estrutura destinada a aproximar geradores de energia e consumidores, inclusive com possibilidade de comercialização de excedentes e redução de custos para pequenas e médias empresas.


A experiência amplia o espectro de sua trajetória empresarial, que passa pela construção civil, infraestrutura, indústria e energia.


Da Fiep para a política

A entrada de Edson Vasconcelos na política eleitoral ocorreu em 2026. Com a filiação de Sérgio Moro ao PL, em março, Vasconcelos também ingressou na legenda e foi apresentado como pré-candidato a vice-governador. Para participar do processo eleitoral, licenciou-se da presidência da Fiep.


Posteriormente, a convenção partidária oficializou a composição de Sérgio Moro para governador e Edson Vasconcelos para vice-governador.


O registro eleitoral posteriormente aparece como deferido, segundo os dados públicos do TSE compilados na base de candidaturas.


Assim, a trajetória que durante anos esteve concentrada no ambiente empresarial e institucional passou a ocupar diretamente o campo eleitoral.


O peso do cargo de vice-governador

Mais do que uma posição protocolar, o cargo de vice-governador integra a estrutura central do Poder Executivo estadual.


A Constituição do Estado estabelece que o vice-governador é o substituto do governador nos casos de impedimento e o sucede em caso de vaga. Isso significa que o ocupante do cargo integra diretamente a linha de continuidade do comando do Estado.


Além dessa atribuição constitucional, o vice pode exercer funções políticas e administrativas delegadas pelo governador, participar da articulação institucional e representar o Executivo em determinadas agendas.


No caso do Paraná, portanto, a escolha do vice-governador possui dimensão que ultrapassa a composição eleitoral: trata-se de uma função inserida na estrutura superior do governo estadual.


Por que a trajetória empresarial de Edson Vasconcelos ganhou relevância na eleição

A candidatura de Vasconcelos representa a entrada, na disputa majoritária estadual, de um nome cuja trajetória pública foi construída predominantemente fora dos mandatos eletivos.


Seu currículo reúne experiências em empresas, entidades empresariais, associações comerciais, sindicatos patronais, conselhos e instituições de planejamento.


Entre os temas que aparecem de maneira recorrente em sua trajetória estão:

  • infraestrutura;

  • logística;

  • indústria;

  • construção civil;

  • energia renovável;

  • desenvolvimento regional;

  • ambiente de negócios;

  • competitividade;

  • planejamento de longo prazo.


Essa trajetória ajuda a explicar por que seu nome passou a ganhar espaço no debate político estadual em 2026.


Em entrevista concedida durante o período de pré-candidatura, Vasconcelos afirmou que sua experiência à frente da indústria o levou a discutir temas relacionados ao desenvolvimento econômico e à infraestrutura do Paraná.


Um nome do Oeste do Paraná no centro da disputa estadual

A presença de Edson Vasconcelos na chapa majoritária também representa uma forte conexão com o Oeste paranaense.


Cascavel, sua cidade natal, é um dos principais polos econômicos do interior do Estado. Foi nesse ambiente que Vasconcelos construiu grande parte de sua trajetória empresarial e associativista.


Sua passagem por entidades como Acic, Sinduscon Oeste, Codesc e Instituto de Planejamento de Cascavel consolidou uma atuação voltada a demandas regionais antes de sua chegada à presidência da Fiep.


Na avaliação de entidades empresariais locais, sua chegada à presidência da Fiep representou uma projeção histórica para Cascavel e para o Oeste, por colocar um empresário da região à frente da principal federação industrial do Estado.


Currículo em destaque

Edson José de Vasconcelos

Naturalidade: Cascavel (PR)

Nascimento: 18 de setembro de 1976

Idade: 50 anos em 2026

Formação: Engenharia Civil – UFPR

Pós-graduação: MBA em Gestão Empresarial – FGV

Pós-graduação: MBA em Negócios Internacionais – Ohio University

Profissão declarada ao TSE: empresário

Partido: PL

Número: 22

Cargo disputado: vice-governador do Paraná

Chapa: Sérgio Moro – governador / Edson Vasconcelos – vice

Situação eleitoral: candidatura deferida, conforme dados públicos do TSE.


Principais experiências

  • Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep);

  • Presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic);

  • Presidente do Sinduscon Paraná-Oeste;

  • Presidente do Codesc;

  • Presidente do Instituto de Planejamento de Cascavel;

  • Integrante de conselhos e entidades ligados à infraestrutura, indústria e desenvolvimento;

  • Presidente da Paraná Energia;

  • Empresário dos setores de construção civil, imobiliário, hotelaria e energias renováveis.


A dimensão de uma eventual chegada ao Palácio Iguaçu

A eventual chegada de Edson Vasconcelos ao cargo de vice-governador colocaria no segundo posto do Executivo estadual um nome cuja carreira foi construída durante décadas no setor produtivo e no associativismo empresarial.


Sua trajetória, portanto, permite apresentar ao eleitor não apenas o empresário, mas o dirigente que passou por diferentes níveis de representação institucional até chegar à presidência da Fiep e, posteriormente, à disputa pela vice-governadoria do Paraná.


É justamente essa passagem do setor produtivo para o centro da política estadual que transforma sua candidatura em um dos elementos relevantes da eleição paranaense de 2026.


Para o eleitor, conhecer essa trajetória significa compreender de onde vem o candidato, quais experiências acumulou e quais áreas de atuação marcaram sua vida profissional e institucional antes de entrar na disputa pelo Governo do Paraná.

Carreata reúne grupos políticos historicamente adversários e coloca no mesmo ato lideranças, vereadores, secretários, apoiadores e servidores; mobilização na cidade ganhou força no horário de almoço


A carreata de Sergio Moro (PL) pela Região Metropolitana de Curitiba, realizada nesta quinta-feira (17), terminou marcada por uma forte mobilização nas cidades por onde passou e, especialmente em Quatro Barras, por uma cena que chamou a atenção da política local: integrantes de grupos que historicamente estiveram em lados opostos das eleições municipais se somaram voluntariamente à campanha do candidato ao Governo do Paraná.


Fotos: Diego Tiller
Fotos: Diego Tiller

O roteiro começou pela manhã, em Piraquara, e passou por Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Colombo e Pinhais. A agenda havia sido programada para terminar em São José dos Pinhais.


O que deveria ser apenas mais uma atividade de campanha acabou ganhando uma dimensão política própria em Quatro Barras. A passagem da comitiva pelo município ocorreu no horário de almoço, quando a movimentação aumentou e novas pessoas se incorporaram ao ato.


Segundo informações levantadas pelo Linkada News, a escolha do horário também possibilitou a participação de servidores públicos municipais, que puderam acompanhar a mobilização durante o intervalo do almoço. A presença de funcionários públicos, ao lado de lideranças políticas e apoiadores, ampliou a repercussão da passagem do candidato pela cidade.


O fato político de Quatro Barras

O principal destaque, porém, ficou por conta da presença de diferentes grupos políticos no mesmo movimento.


O grupo político adversário da atual administração municipal veio a se somar, voluntariamente, ao apoio a Sergio Moro, participando da mobilização e dividindo o mesmo espaço com integrantes da atual gestão.




Trata-se de um cenário que chama atenção justamente porque esses grupos tradicionalmente estiveram em campos distintos nas disputas eleitorais de Quatro Barras.

Setores ligados ao grupo do ex-prefeito Roberto Adasmoki e do também ex-prefeito Ângelo Andreatta, referências de uma corrente política historicamente adversária à atual administração, manifestaram apoio à candidatura de Moro e participaram da mobilização.


Ao mesmo tempo, vereadores da situação, secretários municipais e aliados da atual gestão também se fizeram presentes na organização e na carreata.


O resultado foi uma imagem pouco habitual para a política quatrobarrense: grupos que normalmente protagonizam disputas municipais apareceram juntos em torno de uma candidatura ao Governo do Estado. Mais do que uma simples participação em uma carreata, o episódio revelou uma convergência política circunstancial, formada em torno da candidatura de Sergio Moro.


A cena chamou atenção nas redes sociais e rapidamente passou a ser um dos assuntos relacionados à passagem da campanha pela cidade.


O prefeito não participou, mas esteve no centro do registro político


O prefeito Loreno Tolardo não participou presencialmente da carreata. O chefe do Executivo municipal se recupera de um procedimento nos olhos, condição que, segundo informações repassadas à reportagem, o impossibilita de participar de ações externas como a realizada nesta quinta-feira.


O apoio do prefeito Loreno Bernardo Tolardo a Sergio Moro, porém, não começou na atual disputa pelo Governo do Paraná. A relação política remonta à eleição de 2022, quando Moro disputou uma vaga no Senado pelo Paraná, período em que Tolardo já manifestava apoio ao então candidato e ex-juiz federal que ganhou projeção nacional pela atuação na Operação Lava Jato. Quatro anos depois, esse apoio reaparece publicamente na disputa pelo Governo do Estado, mantendo a aproximação política entre os dois.


Tolardo e Sergio Moro em evento em pré-campanha ao senado - Registro feito em 2022
Tolardo e Sergio Moro em evento em pré-campanha ao senado - Registro feito em 2022

Mesmo ausente fisicamente, Tolardo apareceu no contexto político da mobilização. Durante a passagem pelo município, a vereadora de Curitiba, presidente do PL Mulher do Paraná e candidata a deputada federal Carlise Kwiatkowski publicou um vídeo gravado sobre o trio elétrico ao lado do presidente estadual do PL e candidato ao Senado Filipe Barros.



No registro, os dois cumprimentam Loreno Tolardo em tom de agradecimento pelo apoio à realização da ação de campanha. A própria candidatura de Carlise identifica em seu material eleitoral a composição que reúne Filipe Barros ao Senado e Sergio Moro ao Governo do Paraná.


O vídeo ganhou repercussão justamente por registrar, publicamente, a participação do poder político ligado à administração municipal na mobilização.


Campina Grande do Sul também registra grande movimentação

Depois da passagem por Quatro Barras, a comitiva seguiu para Campina Grande do Sul, onde a concentração estava prevista para o início da tarde. A programação oficial indicava a cidade como a terceira parada do roteiro, às 12h15.


Após a mobilização, Sergio Moro, integrantes de sua equipe, políticos regionais, simpatizantes e eleitores almoçaram em uma churrascaria do município.


O almoço acabou se transformando em mais um momento de articulação e conversa entre os participantes da agenda. Segundo informações apuradas pelo Linkada News, durante o almoço, Moro e o prefeito Loreno Tolardo conversaram por telefone e comentaram sobre o sucesso da carreata e a repercussão registrada nas cidades percorridas até aquele momento.


Tolardo acompanhou a movimentação à distância em razão de sua recuperação.


Atraso provocado pela grande movimentação

A intensa participação nas primeiras cidades também teve reflexos sobre o cronograma.


A programação previa passagem por Colombo às 14h, Pinhais às 16h e encerramento em São José dos Pinhais às 17h30. Entretanto, segundo informações obtidas pela reportagem, a mobilização acima do inicialmente previsto e o tempo maior consumido nas atividades fizeram com que o roteiro acumulasse atraso.


Com isso, a etapa prevista para São José dos Pinhais foi adiada. A alteração do cronograma foi, portanto, consequência direta do tempo consumido nas etapas anteriores e da grande movimentação registrada durante a agenda.


A passagem por Piraquara, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Colombo e Pinhais terminou marcada por concentração de apoiadores, participação política e manifestações ao longo do percurso.


Moro apresenta propostas para a Região Metropolitana


Durante a agenda, Sergio Moro também destacou temas relacionados diretamente às cidades da Grande Curitiba.


Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão o planejamento integrado da Região Metropolitana, melhorias no transporte e nas vias que ligam os municípios, proteção dos mananciais e geração de oportunidades de trabalho mais próximas da população.


Moro defendeu maior participação do Governo do Estado no planejamento regional e afirmou que a administração estadual deve atuar em parceria com os prefeitos e municípios. Também mencionou a possibilidade de discutir subsídios para o transporte interurbano.


A Região Metropolitana concentra uma parcela expressiva da população paranaense, o que transforma a área em um dos principais territórios políticos da eleição estadual.


O que defendem Moro, Deltan Dallagnol e Filipe Barros


Além da disputa pelo Governo do Paraná, a mobilização reuniu nomes que concorrem às duas vagas do Senado pelo Estado.


Sergio Moro — candidato ao Governo do Paraná

O plano de governo de Sergio Moro para o período de 2027 a 2030 reúne propostas em áreas como saúde, educação, desenvolvimento econômico, infraestrutura, gestão pública, segurança e combate à corrupção.


Na Região Metropolitana, o candidato tem enfatizado a integração entre os municípios, transporte, planejamento urbano, proteção dos mananciais e criação de oportunidades de trabalho próximas da população.


O plano também prevê uma política de governança regionalizada, com maior participação dos municípios nas decisões e no planejamento das ações estaduais.


Deltan Dallagnol — candidato ao Senado

Candidato pelo Novo, Deltan Dallagnol apresenta como eixo de campanha propostas relacionadas ao combate à corrupção, fiscalização dos recursos públicos e mudanças no sistema de Justiça.


Entre as bandeiras divulgadas pelo candidato estão medidas para ampliar mecanismos de responsabilização de autoridades, reforçar o combate à corrupção e alterar regras relacionadas ao funcionamento das instituições do sistema de Justiça.


Filipe Barros — candidato ao Senado

Candidato pelo PL, Filipe Barros apresenta entre suas principais pautas temas como infraestrutura, segurança pública, desenvolvimento econômico e mudanças no sistema de Justiça.


Durante a campanha, também defendeu investimentos na logística paranaense, incluindo projetos ferroviários e rodoviários, além de maior atenção às demandas do interior do Estado.


Os três nomes participaram da agenda regional de Sergio Moro. Filipe Barros e Deltan Dallagnol concorrem ao Senado, enquanto Moro disputa o Governo do Paraná.


Quatro Barras no centro da cena política

A carreata de Sergio Moro deixou uma imagem especialmente significativa em Quatro Barras.


De um lado, integrantes da atual administração, vereadores da situação e secretários. Do outro, integrantes do grupo político adversário da gestão municipal, que voluntariamente decidiram se somar ao ato e manifestar apoio à candidatura de Moro.

No mesmo espaço, apareceram antigas correntes políticas que durante anos disputaram o comando do município.


É justamente essa convergência, mais do que a passagem da carreata em si, que deu à agenda uma repercussão diferente em Quatro Barras.


O município acabou se tornando um dos pontos mais simbólicos do roteiro da campanha na Região Metropolitana: grupos que tradicionalmente fizeram política em lados diferentes estiveram juntos, desta vez, no mesmo ato eleitoral.





A corrida eleitoral pelo Governo do Paraná apresenta, neste momento, uma liderança numericamente ampla de Sergio Moro (PL), segundo pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgada nesta semana.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03399/2026, mostra Moro com 45% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido por Requião Filho (PDT), com 24%, e Sandro Alex (PSD), com 17,5%.


A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, com 1.280 eleitores de 56 municípios paranaenses. A margem de erro estimada é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


Moro aparece com 45% no cenário estimulado

Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Sergio Moro aparece na primeira colocação, com 45%.


Na sequência estão:

  • Sergio Moro (PL): 45,0%

  • Requião Filho (PDT): 24,0%

  • Sandro Alex (PSD): 17,5%

  • Adriano Funileiro (PCO): 0,9%

  • Tayná Miessa (UP): 0,9%

  • Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza): 0,5%

  • Luiz França (Missão): 0,5%

  • Samuel de Mattos (PSTU): 0,4%

  • Branco/nulo/nenhum: 5,4%

  • Não sabe/não opinou: 4,9%


A diferença entre Moro e Requião Filho é de 21 pontos percentuais no cenário estimulado.


Mais da metade ainda não aponta espontaneamente um candidato

O cenário muda quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados.


Na pesquisa espontânea, 51,2% disseram não saber ou não opinaram sobre em quem pretendem votar para governador.


Sergio Moro foi citado espontaneamente por 24,2%, seguido por Requião Filho, com 10,2%, e Sandro Alex, com 6,3%.


O atual governador Ratinho Junior, que não disputa a sucessão, foi lembrado espontaneamente por 1,7% dos entrevistados.


Os números mostram uma diferença importante entre a escolha diante de uma lista de candidatos e a capacidade do eleitor de indicar espontaneamente um nome.


Cenário apresenta pouca alteração em relação à pesquisa anterior

A comparação com o levantamento anterior do Paraná Pesquisas indica relativa estabilidade entre os três principais nomes.


Sergio Moro tinha 46,1% na pesquisa anterior e aparece agora com 45%.


Requião Filho passou de 23,4% para 24%, enquanto Sandro Alex avançou de 16,5% para 17,5%.


Considerando a margem de erro de 2,8 pontos percentuais, as oscilações não permitem afirmar, isoladamente, que houve crescimento ou queda consolidada dos candidatos. O dado mais consistente é a manutenção de Moro na liderança e de Requião Filho e Sandro Alex nas posições seguintes.


Moro lidera entre homens e mulheres

Os recortes demográficos também mostram diferenças no desempenho dos candidatos.


Entre os homens, Moro registra 49,9%, enquanto entre as mulheres aparece com 40,6%.

Requião Filho apresenta comportamento inverso: tem 19,8% entre os homens e 27,7% entre as mulheres.


Sandro Alex registra 18,7% entre os homens e 16,4% entre as mulheres.


É importante observar que os cruzamentos por segmentos devem ser interpretados com cautela, pois a margem de erro de 2,8 pontos percentuais corresponde ao resultado geral da pesquisa e não necessariamente a cada subgrupo individualmente.


Liderança de Moro aparece em todas as faixas etárias

Outro aspecto destacado pelo levantamento é que Moro aparece numericamente à frente em todas as faixas etárias pesquisadas.


Entre eleitores de 16 a 24 anos, ele soma 44%.


O percentual é de 43,4% entre 25 e 34 anos, 45,3% entre 35 e 44 anos, 45,5% entre 45 e 59 anos e 45,9% entre aqueles com 60 anos ou mais.


Requião Filho apresenta seu melhor desempenho entre os eleitores com 60 anos ou mais, chegando a 28,5%.


Já Sandro Alex alcança seu maior percentual entre os mais jovens, com 20,6% entre os eleitores de 16 a 24 anos.


Rejeição: Requião Filho aparece com o maior índice

A pesquisa também mediu a rejeição aos candidatos — ou seja, aqueles em quem o eleitor declara que não votaria.


Nesse quesito, Requião Filho aparece com 36,6%, o maior índice entre os candidatos ao Governo do Paraná.


Sergio Moro registra 24,8%, enquanto Sandro Alex tem 10,9%.


Na sequência aparecem Tayná Miessa, com 5,5%; Adriano Funileiro, 4,7%; Alexandre Salomão, 4,1%; Luiz França, 3,2%; e Samuel de Mattos, 2,9%.


Como o entrevistado poderia apontar mais de um candidato nessa pergunta, os percentuais de rejeição não devem ser somados para chegar a 100%.


Quase metade acredita que Moro vencerá

O levantamento ainda perguntou aos entrevistados quem eles acreditam que vencerá a eleição para o Governo do Paraná.


49,4% apontaram Sergio Moro.

Requião Filho foi citado por 15,9%, enquanto Sandro Alex apareceu com 14,9%.

O resultado é diferente da intenção de voto e não deve ser interpretado como uma previsão do resultado eleitoral. Trata-se da percepção dos entrevistados sobre quem acreditam que será o vencedor.


Senado tem cenário mais disputado

Se a corrida pelo Governo apresenta uma vantagem expressiva do primeiro colocado, o cenário para o Senado é consideravelmente mais equilibrado.


Na eleição de 2026, os paranaenses escolherão dois senadores, e a pesquisa permitiu que cada entrevistado apontasse até dois nomes.


No cenário estimulado, o levantamento apresenta:

  • Deltan Dallagnol (Novo): 30,8%

  • Alexandre Curi (Republicanos): 28,4%

  • Gleisi Hoffmann (PT): 25,7%

  • Filipe Barros (PL): 22,9%

  • Cristina Graeml (PSD): 14,4%

  • Dr. Rosinha (PT): 13,0%

  • Marcelo Marcelino (PCO): 1,7%

  • Joaquim do MLB (UP): 1,3%

  • Karen Guerreiro (Missão): 0,9%

  • Branco/nulo/nenhum: 7,4%

  • Não sabe/não opinou: 6,1%


Como cada entrevistado podia escolher até dois candidatos, os percentuais não representam uma distribuição única de 100%.


A diferença entre Deltan Dallagnol e Alexandre Curi é de apenas 2,4 pontos percentuais, enquanto Gleisi aparece 5,1 pontos atrás do primeiro colocado e Filipe Barros está 7,9 pontos abaixo.


Por isso, considerando a margem de erro, o cenário para o Senado se mostra muito mais aberto do que a disputa pelo Palácio Iguaçu.


Senado ainda tem alto índice de indecisão

Na pesquisa espontânea para o Senado, a indefinição é ainda maior.

71,6% dos entrevistados não souberam ou não opinaram sobre os nomes em que pretendem votar.


Deltan Dallagnol foi citado espontaneamente por 9,8%; Gleisi, por 6,8%; Alexandre Curi, por 3,5%; e Filipe Barros, por 2,7%.


O resultado indica que, apesar de alguns candidatos apresentarem percentuais expressivos quando os nomes são apresentados, uma parcela muito grande do eleitorado ainda não tem uma escolha espontânea definida para as duas vagas ao Senado.


Rejeição pesa no cenário para o Senado

Entre os candidatos ao Senado, Gleisi Hoffmann apresenta a maior rejeição, com 42,3%.

Deltan Dallagnol aparece com 12%, seguido por Dr. Rosinha, com 9,3%; Alexandre Curi, 6,3%; Cristina Graeml, 6,2%; e Filipe Barros, 5,9%.


Assim como na avaliação para governador, os entrevistados podiam mencionar mais de um candidato na pergunta sobre rejeição.


Como a pesquisa foi realizada

Segundo as informações divulgadas pelo Paraná Pesquisas, o levantamento ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios do Paraná, entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.


A amostra foi estruturada para representar o eleitorado estadual, com seleção dos municípios por método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho e definição dos entrevistados por cotas de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar. As entrevistas foram realizadas de forma pessoal, presencial e domiciliar.


O instituto informa margem de erro estimada em aproximadamente 2,8 pontos percentuais, com 95% de grau de confiança. Também informa que pelo menos 30% das entrevistas foram auditadas, correspondendo a no mínimo 384 questionários.


O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026.


O que os números mostram

A pesquisa Paraná Pesquisas apresenta dois retratos distintos da eleição paranaense.


Na disputa pelo Governo do Estado, Sergio Moro aparece isolado na liderança, com 45% das intenções no cenário estimulado e vantagem de 21 pontos sobre o segundo colocado.


Ao mesmo tempo, o índice de 51,2% de indecisos na pesquisa espontânea demonstra que uma parcela significativa do eleitorado ainda não transformou sua preferência em uma escolha espontânea.


No Senado, a fotografia é diferente. Deltan Dallagnol, Alexandre Curi, Gleisi Hoffmann e Filipe Barros aparecem dentro de uma faixa competitiva, e as diferenças entre os primeiros colocados são menores que a margem de erro.


Por isso, embora a pesquisa apresente uma vantagem clara de Moro na corrida pelo Governo, os dados não permitem antecipar o resultado das urnas. Pesquisas eleitorais representam um retrato das preferências no período em que foram realizadas e podem sofrer alterações ao longo da campanha.


A eleição, portanto, permanece aberta às mudanças de cenário, especialmente entre os eleitores que ainda não manifestam uma preferência espontânea.


Fonte: Paraná Pesquisas. Pesquisa registrada no TSE sob nº PR-03399/2026.

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