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Os consumidores atendidos pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) começaram a pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta quarta-feira (24). O aumento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e faz parte da revisão tarifária periódica da concessionária.

Imagem ilustrativa
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Para os clientes residenciais, o reajuste médio será de 20%. Já para os consumidores de baixa tensão, categoria que inclui pequenos comércios, iluminação pública e propriedades rurais de menor porte, o aumento será de 19,85%. Para os consumidores de alta tensão, como indústrias, hospitais, grandes empresas e shopping centers, o reajuste chega a 21,87%.


Segundo a Aneel, o impacto médio para os consumidores paranaenses será de 20,51%, variando de acordo com o perfil e o volume de consumo de cada unidade.


O que motivou o aumento?

De acordo com a agência reguladora, os principais fatores que influenciaram o reajuste foram o aumento dos custos de transmissão e compra de energia, os encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior.


A Aneel informou ainda que o tema foi debatido com a sociedade por meio de audiência pública realizada em Curitiba, em abril deste ano, além de consulta pública aberta para contribuições da população e de entidades do setor.


Em nota, a Copel destacou que os valores das tarifas são definidos pela Aneel e não pela companhia. A empresa informou que, após o reajuste, o consumidor residencial passará a pagar, em média, cerca de R$ 0,76 por quilowatt-hora (kWh) consumido.


Subsídios à energia solar também impactam tarifa

A Copel apontou que um dos fatores que mais contribuem para o aumento das tarifas é o custo dos subsídios destinados à geração distribuída, especialmente aos sistemas de energia solar instalados em residências, comércios e indústrias.


Segundo a empresa, aproximadamente 16% do reajuste está relacionado a esses incentivos, que são custeados por todos os consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo federal utilizado para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico.


A companhia ressalta que esse impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o país.


Revisão tarifária é diferente do reajuste anual

O aumento aplicado neste ano decorre da revisão tarifária periódica, procedimento realizado pela Aneel a cada cinco anos para reavaliar os custos operacionais, investimentos, qualidade do serviço e metas das distribuidoras de energia.

A última revisão da Copel ocorreu em 2021, quando as tarifas tiveram aumento médio de 9,8%.


Diferentemente da revisão periódica, o reajuste tarifário anual acontece todos os anos e considera principalmente a inflação do período e outros indicadores regulatórios. O último reajuste anual da Copel foi aplicado em junho de 2025, com elevação média de 2,02%.


Como é calculada a tarifa?

Para definir os novos valores, a Aneel analisa informações enviadas pela Copel e considera diversos componentes, entre eles:

  • Custos de compra de energia;

  • Gastos com transmissão pelo sistema elétrico nacional;

  • Encargos setoriais determinados pelo Governo Federal;

  • Custos de operação, manutenção e ampliação da rede de distribuição.


Atualmente, a Copel atende cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras em todo o Paraná, sendo a maior parte formada por residências.


Segundo a concessionária, de cada R$ 10 pagos na conta de energia, aproximadamente R$ 2 permanecem com a empresa para custear a distribuição do serviço. O restante é destinado à compra e transmissão da energia, ao pagamento de encargos federais e aos subsídios definidos pela legislação nacional.


A Copel afirma que continua trabalhando junto aos órgãos reguladores para minimizar os impactos tarifários e reforça seu compromisso com a qualidade do serviço, a transparência e a segurança energética dos consumidores paranaenses.

O prefeito de Colombo, Helder Lazarotto, participou nesta terça-feira (16) de uma reunião estratégica com prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para discutir medidas preventivas e ações coordenadas voltadas aos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño 2026/2027.


O encontro foi realizado no Palácio 29 de Março, em Curitiba, e reuniu gestores municipais, representantes da Defesa Civil e órgãos técnicos responsáveis pelo monitoramento e planejamento de ações voltadas à mitigação de riscos climáticos.


A reunião foi coordenada pelo prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e teve como foco principal a construção de um plano regional de preparação para enfrentar possíveis ocorrências de enchentes, alagamentos, deslizamentos e outros eventos associados ao aumento do volume de chuvas previsto para os próximos meses.

Foto: PMC
Foto: PMC

Planejamento antecipado busca reduzir impactos

Durante o encontro, os prefeitos discutiram estratégias para aproveitar o período de menor incidência de chuvas na execução de ações preventivas que possam minimizar danos futuros.


Segundo Helder Lazarotto, este é o momento ideal para reforçar os trabalhos de manutenção e preparação das equipes municipais.


“É um momento importante para intensificar trabalhos de limpeza, desassoreamento dos rios e preparação das equipes. O objetivo é reduzir ao máximo possíveis danos, caso o fenômeno climático se confirme”, afirmou o prefeito.


A proposta é que cada município fortaleça suas ações locais enquanto mantém uma atuação integrada com as demais cidades da região, ampliando a capacidade de resposta em situações de emergência.


Integração entre municípios é prioridade

Um dos principais temas debatidos durante a reunião foi a necessidade de cooperação entre as cidades da Grande Curitiba, especialmente por meio da integração das Defesas Civis municipais e do compartilhamento de recursos e informações em momentos de crise.


A iniciativa busca criar uma rede regional de apoio que permita respostas mais rápidas e eficientes diante de eventos climáticos severos, reduzindo riscos para a população e fortalecendo a capacidade operacional dos municípios.


Obras de macrodrenagem podem beneficiar Colombo

Durante a reunião, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, destacou a importância das obras de macrodrenagem que vêm sendo planejadas e executadas na Região Metropolitana.


Entre as intervenções previstas estão bacias de contenção e estruturas voltadas ao controle do escoamento das águas das chuvas, medidas que poderão beneficiar diretamente municípios como Colombo, Pinhais e Almirante Tamandaré, reduzindo os riscos de alagamentos em áreas historicamente afetadas.


Região se prepara para desafios climáticos

De acordo com os organizadores, o plano regional tem como objetivo ampliar a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta dos municípios diante de possíveis eventos climáticos extremos relacionados ao El Niño.


A iniciativa reforça a importância do trabalho conjunto entre as cidades da Região Metropolitana de Curitiba, buscando proteger a população, preservar a infraestrutura urbana e minimizar impactos econômicos e sociais causados por fenômenos naturais.


Com a participação de Colombo nas discussões, o município passa a integrar de forma ainda mais ativa as estratégias regionais voltadas à segurança e à prevenção de desastres, fortalecendo o planejamento para enfrentar os desafios climáticos dos próximos anos.


Enquanto o Paraná enfrenta uma das piores crises hídricas dos últimos anos, com risco real de racionamento e restrições no uso da água, um outro dado chama atenção — e levanta um debate inevitável: a Sanepar tem cerca de R$ 4 bilhões em caixa após vitória judicial.


A pergunta que ecoa nas ruas é direta: se há dinheiro, por que falta água?


Emergência hídrica e ameaça nas torneiras

O decreto de emergência hídrica segue em vigor em todo o estado. Rios em níveis críticos, reservatórios pressionados e previsão de pouca chuva colocam o Paraná em alerta máximo. Medidas como proibição do uso de água para atividades não essenciais e a possibilidade de rodízio no abastecimento já fazem parte do cenário.


A população é orientada a economizar — e rápido. O risco de cortes no fornecimento não é descartado.


R$ 4 bilhões: de quem é esse dinheiro?

O montante bilionário recuperado pela Sanepar é resultado de uma disputa judicial contra a União, que reconheceu o direito da empresa à imunidade tributária. Na prática, trata-se da devolução de valores pagos ao longo de décadas — dinheiro que, segundo entendimento técnico da Agepar, saiu do bolso dos próprios consumidores.


Por isso, a agência reguladora foi clara: 100% do valor deveria retornar à população, seja em forma de desconto direto na conta ou em investimentos que não aumentem tarifas.

Mas nem tudo é consenso.


A disputa pelo destino do dinheiro

A Sanepar propôs inicialmente outro caminho:

  • 75% para desconto nas tarifas

  • 25% para investimentos e outras finalidades


A Agepar discordou — e foi além, defendendo participação popular na decisão. Houve consulta pública, audiência e debate.


A reação da companhia foi imediata: entrou na Justiça tentando barrar o processo. O pedido, no entanto, foi negado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que manteve a atuação da agência reguladora.


Crise hídrica ou oportunidade de investimento?

É aqui que as duas histórias se cruzam — e geram desconfiança.


De um lado, uma crise hídrica severa, com possibilidade de racionamento e apelo para que a população economize cada gota. Do outro, R$ 4 bilhões disponíveis, com uma disputa sobre quanto desse valor deve realmente aliviar o bolso do consumidor.


A dúvida que fica no ar é inevitável: o cenário de escassez pode influenciar decisões para direcionar mais recursos a obras? estamos diante de um jogo de narrativas que pode impactar decisões regulatórias e judiciais?


A própria empresa já sinaliza que pretende investir parte dos recursos em infraestrutura hídrica — o que, em teoria, ajudaria a combater a falta de água. Mas isso abre outra discussão: esse investimento deve sair de um valor que, segundo a agência, pertence ao consumidor?


Represa do Iraí em vista de Quatro Barras - Foto: Luis Henrique Francisco / Linkada
Represa do Iraí em vista de Quatro Barras - Foto: Luis Henrique Francisco / Linkada

E a ironia que não cala: dá pra “comprar chuva”?

Em meio a números bilionários e torneiras sob ameaça, surge uma pergunta quase irônica — mas carregada de crítica: será que tem como comprar chuva?


A resposta, claro, é não. Mas a provocação escancara um ponto central: dinheiro resolve gestão, infraestrutura e planejamento — mas não substitui políticas eficientes e transparência.


População no meio do fogo cruzado

Enquanto o impasse segue entre Sanepar, Agepar e decisões judiciais, quem sente na prática é o consumidor.


  • Pode pagar mais caro (ou deixar de pagar menos)

  • Pode enfrentar racionamento

  • E ainda precisa reduzir o consumo no dia a dia


O que você pode fazer agora

Mesmo em meio às incertezas, a economia de água continua sendo essencial:


  • Banhos rápidos (até 5 minutos)

  • Nada de mangueira para lavar calçadas

  • Reaproveitamento de água sempre que possível

  • Atenção a vazamentos

  • Uso consciente em todas as atividades


O que está em jogo

Mais do que uma crise hídrica, o Paraná vive um momento decisivo sobre gestão de recursos, transparência e prioridade no uso do dinheiro público.


De um lado, bilhões em caixa. Do outro, a possibilidade de falta d’água.

E no meio disso tudo, uma pergunta que ainda espera resposta clara: quem deve, de fato, se beneficiar desse dinheiro — e quando?

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