- Linkada News

- 25 de jun.
Os consumidores atendidos pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) começaram a pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta quarta-feira (24). O aumento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e faz parte da revisão tarifária periódica da concessionária.

Para os clientes residenciais, o reajuste médio será de 20%. Já para os consumidores de baixa tensão, categoria que inclui pequenos comércios, iluminação pública e propriedades rurais de menor porte, o aumento será de 19,85%. Para os consumidores de alta tensão, como indústrias, hospitais, grandes empresas e shopping centers, o reajuste chega a 21,87%.
Segundo a Aneel, o impacto médio para os consumidores paranaenses será de 20,51%, variando de acordo com o perfil e o volume de consumo de cada unidade.
O que motivou o aumento?
De acordo com a agência reguladora, os principais fatores que influenciaram o reajuste foram o aumento dos custos de transmissão e compra de energia, os encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior.
A Aneel informou ainda que o tema foi debatido com a sociedade por meio de audiência pública realizada em Curitiba, em abril deste ano, além de consulta pública aberta para contribuições da população e de entidades do setor.
Em nota, a Copel destacou que os valores das tarifas são definidos pela Aneel e não pela companhia. A empresa informou que, após o reajuste, o consumidor residencial passará a pagar, em média, cerca de R$ 0,76 por quilowatt-hora (kWh) consumido.
Subsídios à energia solar também impactam tarifa
A Copel apontou que um dos fatores que mais contribuem para o aumento das tarifas é o custo dos subsídios destinados à geração distribuída, especialmente aos sistemas de energia solar instalados em residências, comércios e indústrias.
Segundo a empresa, aproximadamente 16% do reajuste está relacionado a esses incentivos, que são custeados por todos os consumidores por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo federal utilizado para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico.
A companhia ressalta que esse impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o país.
Revisão tarifária é diferente do reajuste anual
O aumento aplicado neste ano decorre da revisão tarifária periódica, procedimento realizado pela Aneel a cada cinco anos para reavaliar os custos operacionais, investimentos, qualidade do serviço e metas das distribuidoras de energia.
A última revisão da Copel ocorreu em 2021, quando as tarifas tiveram aumento médio de 9,8%.
Diferentemente da revisão periódica, o reajuste tarifário anual acontece todos os anos e considera principalmente a inflação do período e outros indicadores regulatórios. O último reajuste anual da Copel foi aplicado em junho de 2025, com elevação média de 2,02%.
Como é calculada a tarifa?
Para definir os novos valores, a Aneel analisa informações enviadas pela Copel e considera diversos componentes, entre eles:
Custos de compra de energia;
Gastos com transmissão pelo sistema elétrico nacional;
Encargos setoriais determinados pelo Governo Federal;
Custos de operação, manutenção e ampliação da rede de distribuição.
Atualmente, a Copel atende cerca de 5,3 milhões de unidades consumidoras em todo o Paraná, sendo a maior parte formada por residências.
Segundo a concessionária, de cada R$ 10 pagos na conta de energia, aproximadamente R$ 2 permanecem com a empresa para custear a distribuição do serviço. O restante é destinado à compra e transmissão da energia, ao pagamento de encargos federais e aos subsídios definidos pela legislação nacional.
A Copel afirma que continua trabalhando junto aos órgãos reguladores para minimizar os impactos tarifários e reforça seu compromisso com a qualidade do serviço, a transparência e a segurança energética dos consumidores paranaenses.




