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Por Gabriela Ferrarez


O guru preso em Florianópolis, Uberto Gama, prometia casamento e filhos com o “DNA aprimorado” para as mulheres que o procuravam. Preso na sexta-feira (11), o professor de yoga — que se apresentava como um “líder espiritual” e atendia em uma chácara localizada em Quatro Barras — é suspeito de usar as promessas para abusar sexualmente das vítimas.


Segundo a promotora de justiça responsável pelo caso, Tarcila Santos Teixeira, cinco vítimas do guru foram ouvidas pela polícia, mais quatro procuraram as autoridades e a investigação não descarta a existência de mais vítimas.


Foto: Redes Sociais
Foto: Redes Sociais

“Elas foram envolvidas pela ideia que o guru passava de que ele teria uma energia privilegiada, um grau de elevação superior e que ele emprestaria para elas uma energia para auxiliá-las a melhorar seus problemas e eventualmente ter uma gravidez e um filho com um DNA aprimorado”, conta a promotora.



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Guru preso era líder de clã e atuava há pelo menos 20 anos



Conforme a investigação, as vítimas do guru preso em Florianópolis eram mulheres em situação de vulnerabilidade emocional que o procuravam para orientação espiritual. No entanto, durante os “atendimentos”, eram abusadas psicológica e sexualmente.


A promotora ressalta que a prática do guru preso em Florianópolis ocorria há 20 anos. Nas redes sociais, Gama apresenta um extenso currículo onde afirma ser faixa preta de Taekwondo, mestre em yoga, doutor em educação física e ex-instrutor de defesa pessoal.


A investigação apontou que o guru preso em Florianópolis concentrava boa parte de suas atividades em uma chácara em Quatro Barras. No local, ele tinha uma estrutura voltada para práticas da religião hindu, aulas de yoga e outras práticas tântricas.


“Ele era um líder de um clã bastante consistente. Às vezes, as pessoas pernoitavam na chácara por vários dias. O guru levava as pessoas a morar em um período com ele, colocava na cabeça das pessoas que elas precisavam dele para algum tipo de superação. Ele também atuava numa clínica aqui em Curitiba, com consultas de psicanálise”, explica.



Por Banda B Uma câmera de segurança registrou o momento em que o adolescente Thiago Victor Silva de Col, de 15 anos, foi executado a tiros no dia 2 de março, em Piraquara. As imagens foram divulgadas pela Polícia Civil após um casal suspeito de envolvimento no crime morrer em confronto com a PM durante uma operação nesta terça-feira,15 de abril.


No vídeo, dois homens aparecem andado em direção a Thiago, que está parado ao lado de um carro na rua Jorge Faustino da Silva, na Vila Nova. Um dos suspeitos observa a movimentação na rua, e o outro saca uma arma e atira várias vezes contra o adolescente, que tenta proteger a cabeça, mas cai no chão e morre.



Parte da execução foi presenciada por um motociclista que passava pelo local. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, o assassinato de Thiago Victor foi motivado por uma disputa entre traficantes pelo controle de pontos de venda de drogas.


O confronto e a prisão Segundo as polícias Civil e Militar, o homem apontado como autor dos disparos morreu em confronto com a PM durante a operação realizada nesta segunda-feira (14), em Colombo. Uma mulher que teria ajudado na fuga também foi morta na troca de tiros. Um terceiro suspeito foi preso em um endereço de Piraquara. Durante o cumprimento dos mandados, o casal estava em uma casa em Colombo e reagiu à abordagem policial. Em seguida, entraram em confronto com uma equipe da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial). Eles chegaram a ser socorridos pelo Corpo de Bombeiros, mas morreram no local.


Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil


“Ontem, nós planejamos a operação. […] Foram duas residências onde realizamos o cumprimento dos mandados. Aqui na residência em Colombo, infelizmente os dois indivíduos que estavam dentro não obedeceram a ordem policial e ocorreu um confronto. Os mesmos foram devidamente medicados por parte do Siate, mas infelizmente entraram em óbito”, disse o coronel Alves, da PM. De acordo com as corporações, os agentes cumpriram dois mandados de prisão temporária, quatro de busca e apreensão e outros dois de quebra de sigilo de dados.

“Conseguimos identificar todos os indivíduos. Ouvimos diversas pessoas e todas confirmaram que esses alvos de hoje são efetivamente participantes desse homicídio. São pessoas com histórico criminal já bem extenso e que eram riscos pra sociedade. Representamos pela prisão temporária desses indivíduos e também pela busca e apreensão”, afirmou o delegado. A identidade do casal morto durante a operação policial não foi divulgada.

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves), cumpriu nesta sexta-feira, 11 de abril, mandado de prisão contra um homem investigado por crimes de violação sexual mediante fraude.


De acordo com as apurações do caso, o investigado, um professor de yoga de 63 anos, valia-se de sua posição de “guru” e “líder espiritual” das vítimas para cometer diversos atos de violência sexual. O mandado foi cumprido com apoio da Polícia Militar do Paraná e do Gaeco de Santa Catarina.


Foto:PCPR
Foto:PCPR

As investigações, que no Ministério Público são conduzidas no âmbito do Naves, tiveram início a partir de representação de cinco vítimas. De acordo com os depoimentos colhidos no curso das investigações, ele se aproveitava da posição de liderança espiritual que exercia sobre as vítimas – a maior parte em situação de vulnerabilidade emocional – para manipulá-las e praticar diversos atos ilícitos.


Além da prisão do investigado, realizada em Florianópolis, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a ele, inclusive em uma chácara em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Os itens apreendidos (documentos, equipamentos eletrônicos e armas, entre outros) serão analisados no curso das apurações.


Outras vítimas – Ao requerer a prisão preventiva do homem, o Ministério Público destacou os crimes praticados contra cinco pessoas. O Naves ressalta, entretanto, que já existem informações sobre outras vítimas, inclusive adolescentes, e que todas podem entrar em contato com a instituição para buscar orientações e atendimento. Os contatos podem ser feitos pessoalmente, na sede do Naves (Rua Marechal Hermes, 751, 5º andar), pelo telefone 32250-4022 ou pelo e-mail: naves.mp@mppr.mp.br.


A partir do prosseguimento das investigações, que contarão com a análise dos eventuais elementos de prova colhidos nas buscas, o MPPR trabalhará para o possível oferecimento de denúncia contra o investigado. O crime apurado é o de violação sexual mediante fraude (artigo 215 do Código Penal), que se configura quando não há o emprego de violência física ou grave ameaça, mas se baseia na fraude como meio de obtenção do ato sexual.

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