Dionizio Roldo vence eleição do Santa Mônica Clube de Campo e assume gestão 2026/2029

A Chapa Coração Moniquense, encabeçada pelo empresário e administrador de empresas Dionizio Roldo, foi eleita neste domingo (27) para conduzir o Santa Mônica Clube de Campo no período de 2026 a 2029. O pleito, realizado na sede da instituição, registrou 1.247 votos, sendo 520 destinados à chapa vencedora.

Com o resultado, Roldo passa a presidir o Conselho Diretor do clube pelos próximos três anos, ao lado dos integrantes eleitos para os Conselhos Diretor, Deliberativo e Fiscal.
A eleição mantém a linha administrativa do grupo que vinha conduzindo o Santa Mônica, mas apresenta uma proposta de renovação na composição da equipe e, segundo o plano apresentado durante a campanha, uma mudança de prioridade: depois de um ciclo marcado por obras, reformas e investimentos na estrutura física, a nova gestão pretende concentrar esforços também na experiência diária do associado, atendimento, serviços, tecnologia, transparência e equilíbrio financeiro.
Uma chapa com experiência e renovação
Dionizio Roldo é associado ao Santa Mônica há 30 anos e possui trajetória administrativa dentro do clube. Antes de disputar a presidência, passou pelas diretorias de Sauna, Administrativa, Planejamento e Financeira, além de ter exercido a Vice-Presidência.
Na campanha, o Coração Moniquense apresentou uma equipe com forte presença de associados experientes, mas também com renovação. A chapa foi formada por 80 associados, sendo 40 candidatos pela primeira vez, segundo o material eleitoral divulgado por Roldo. O grupo também destacou que 68% da chapa era formada por nomes novos.
A proposta foi apresentada pela própria chapa como uma combinação entre experiência e renovação, mantendo o nome Coração Moniquense, mas buscando uma nova dinâmica administrativa.
Quatro pilares para a gestão
O plano apresentado por Dionizio Roldo organiza a administração do Santa Mônica em quatro grandes pilares:
Esporte e Lazer: reunindo modalidades como futebol, tênis, golfe, tiro, sauna e desportos aquáticos.
Comunidade: envolvendo cultura, tradição, CTG, escoteiros, centros culturais e sociais e o Departamento de Ação Social.
Social: com atenção ao calendário de eventos, alimentação, serviços e à experiência do associado dentro do clube.
Gestão: concentrando áreas como planejamento, financeiro, jurídico, administração, secretaria, segurança, tecnologia, marketing e meio ambiente.
A proposta também prevê a ampliação da transparência, com publicação das contas e acompanhamento de obras, além de prestação de contas trimestral em linguagem acessível, apresentando receitas, despesas e execução do plano de gestão.
Do ciclo de obras para o cotidiano do associado
Um dos principais pontos apresentados pela chapa durante a campanha foi justamente o reconhecimento de que os últimos anos tiveram forte concentração de investimentos na estrutura física.
Entre as obras e melhorias apresentadas pelo grupo estão as quadras de padel, revitalização do complexo aquático, novo toboágua, dois novos playgrounds, melhorias no Lago dos Patos, intervenções no tênis, golfe, futebol, tiro e outras áreas do clube.
Para o próximo triênio, o discurso passa a priorizar questões mais diretamente relacionadas ao dia a dia dos associados.
Entre os exemplos citados no plano estão a redução de filas, melhoria do atendimento, modernização da secretaria, funcionamento dos serviços, manutenção preventiva, segurança e comunicação.
Na área de tecnologia, a proposta denominada “Secretaria Digital 360” prevê mais serviços digitais e processos capazes de reduzir filas e tornar o atendimento mais ágil. Na segurança, o plano fala em ampliar monitoramento e preparação das equipes. Já na área de alimentação, a proposta é manter fiscalização e acompanhamento dos serviços oferecidos nos restaurantes e demais espaços.
Gestão financeira e os números do Santa Mônica
A dimensão financeira ajuda a mostrar o tamanho da estrutura que estará sob responsabilidade da nova administração.
O relatório de gestão financeira e orçamentária referente a 2024, disponibilizado pelo próprio Santa Mônica, aponta R$ 46,76 milhões em receitas naquele exercício. A principal fonte foi a Taxa de Manutenção e Desenvolvimento (TMD), paga pelos associados, que representou R$ 32,05 milhões.
O clube também registrou R$ 2,31 milhões com a comercialização de novos títulos, ou seja, ingresso de novos associados, além de R$ 6,43 milhões em receitas de diretorias, provenientes de atividades operacionais, cessões de espaços, convites, saunas, atividades esportivas, marketing e outras receitas. Houve ainda R$ 5,98 milhões relacionados à recuperação administrativa de impostos federais.
No mesmo exercício, as despesas totalizaram R$ 40,92 milhões. Os maiores componentes foram despesas com pessoal, de aproximadamente R$ 20,63 milhões, e manutenção, que somou cerca de R$ 14,95 milhões.
O próprio relatório destaca que a prestação de contas do clube é submetida à Assembleia Geral dos associados e que as contas são auditadas anualmente por empresa de auditoria externa.
Esses números ajudam a dimensionar o desafio da nova gestão: administrar uma estrutura esportiva e social de grande porte, mantendo investimentos, serviços, manutenção e equilíbrio financeiro.
Esporte, lazer e formação de atletas
O Santa Mônica Clube de Campo atua não apenas como espaço de lazer, mas também como entidade esportiva. Segundo o relatório institucional, o clube desenvolve projetos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, Proesporte e Comitê Brasileiro de Clubes.
O documento informa que os projetos esportivos beneficiam aproximadamente 300 atletas diretamente, além de centenas de pessoas de forma indireta.
A programação do clube inclui modalidades como futebol, futsal, natação, hidroginástica, golfe, tênis, tiro, vôlei, badminton, beach tennis, judô, karatê, ginástica rítmica, squash e outras atividades, além de ações culturais e sociais.
O desafio da gestão 2026/2029, portanto, envolve conciliar a manutenção de uma estrutura ampla com a continuidade dos investimentos esportivos e a ampliação da qualidade dos serviços oferecidos aos associados.
Santa Mônica também como espaço de convivência
Além do esporte, o clube mantém atividades culturais, sociais e comunitárias ao longo do ano, incluindo eventos para crianças, jovens e adultos, bailes, oficinas culturais, cursos, Centro de Tradições Gaúchas, Grupo Escoteiro e ações do Departamento de Ação Social.
No ciclo anterior, o Departamento de Ação Social informou ter realizado campanhas e ações beneficentes que resultaram, entre outros números, na destinação de aproximadamente 30 toneladas de donativos ao Rio Grande do Sul e iniciativas que beneficiaram cerca de 120 idosos.
A proposta da nova gestão é manter essa dimensão comunitária e ampliar a integração entre os diferentes grupos que formam a comunidade moniquense.
Quem pode se associar ao Santa Mônica?
Para quem ainda não é associado e deseja conhecer a estrutura do clube, o Santa Mônica mantém um canal oficial de associação.
O clube oferece diferentes modalidades de associação, incluindo Título Patrimonial, e orienta os interessados a procurar um consultor para conhecer as opções disponíveis e agendar uma visita.
O Departamento Comercial atende pelo telefone (41) 3675-4284 e também pelo WhatsApp (41) 99151-4949, de terça a sábado, das 8h às 18h.
Entre os benefícios está a possibilidade de inclusão de dependentes conforme as regras estatutárias. O clube informa que podem ser incluídos, entre outros, cônjuge, filhos ou enteados solteiros, pais, sogros, irmãos solteiros e avós.
Para conhecer as modalidades disponíveis e solicitar atendimento, o interessado pode acessar a página oficial de associação do Santa Mônica:
Nova gestão terá três anos para executar o plano
Com a vitória nas urnas, Dionizio Roldo e sua equipe terão pela frente a administração do Santa Mônica durante o triênio 2026/2029.
O resultado consolida a continuidade do grupo Coração Moniquense, mas o próprio plano apresentado durante a campanha estabelece uma mudança de foco: depois de um período marcado por investimentos em infraestrutura, a nova gestão pretende direcionar maior atenção para serviços, atendimento, tecnologia, transparência, esporte, convivência e experiência do associado.
A nova administração também terá sob sua responsabilidade uma estrutura que movimentou mais de R$ 46 milhões em receitas em 2024, além de centenas de atletas, uma extensa programação esportiva, cultural e social e um patrimônio utilizado diariamente pelos associados.
A partir de agora, o desafio será transformar as propostas apresentadas na campanha em ações concretas ao longo dos próximos três anos.













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