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Enaex Brasil completa 50 anos em Quatro Barras: relembre sua história

Texto: Redação/Jornal União


A Enaex Brasil completa nesse mês 50 anos de atividades em solo quatro-barrense. Apesar de comemorar o cinquentenário este ano, a ideia da criação da empresa veio um pouco antes, na década de 30, com a fusão entre as empresas Dupont do Brasil e Imperial Chemical Industries, que iniciaram o projeto de construção de uma fábrica de explosivos para fins civis em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, concluída em 1948.


Na época, o mundo passava por um período duro de guerra e industrialização em massa. Foi então que o governo brasileiro, comandado por Getúlio Vargas, adotou o modelo de Substituição das Importações, criando as chamadas indústrias de base necessárias para o impulso de outros ramos industriais. Foram criadas neste período a Companhia Siderúrgica Nacional, importante centro de produção de aço, e outras empresas responsáveis pela exploração dos diversos minerais utilizados pela indústria nacional.


A atuação da Dupont do Brasil no fornecimento de explosivos para essas iniciativas da construção civil representou o marco da arrancada da nova indústria, cuja tecnologia ainda era denominada pelas grandes empresas multinacionais, mas fábricas menores começavam a surgir, sobretudo para atender o mercado regional. Foi desse modo que a Enaex Brasil (antiga Britanite) se tornou importante parceria de diversas obras no Paraná e no Sul do País, contribuindo para o intenso crescimento da região nos anos 1960.


A participação da antiga Britanite na construção da Itaipu Binacional, considerada a maior hidrelétrica do mundo, foi um marco histórico para a empresa, pois demandou muito trabalho e desafios. A obra gigantesca da Itaipu abriu espaço para que pequenos fabricantes de explosivos, como era caso da empresa na época, tivessem preferência de mercado, considerando que a distância das demais concorrentes encarecia o valor do transporte dos produtos até a divisa do Brasil com o Paraguai, região onde vinha a ser instalada a nova hidrelétrica.


Uma trajetória de grandes conquistas


Antes de chegar à Quatro Barras, a antiga Britanite passou pelo bairro Tatuquara, em Curitiba, onde iniciou suas atividades. Sua sede foi instalada na área central da capital, na rua Carlos de Carvalho, 230, no 1º andar. A primeira fábrica contava com uma linha de encartuchamento de nitroglicerina, líquido oleoso formado pela reação da glicerina, substância obtida de gordura animal, com ácido nítrico e sulfúrico. Tal composição misturada a outras substâncias químicas gerava um tipo de explosivo mais indicado para se utilizar na construção civil. A fábrica fornecia explosivos para diversas obras viárias tais como: rodovias e ferrovias, além do setor hidrelétrico, entre outros.


Na época, o trabalho era realizado manualmente, quase que de forma artesanal, exigindo extrema habilidade e atenção redobrada, o que explicava a predominância de mulheres na linha de produção, quase 75% da mão de obra era do sexo feminino.


Além da nitroglicerina, outros acessórios para fabricação de explosivos, como cordéis e espoletas detonadoras, que a antiga Britanite adquiria de fornecedores externos, foram acrescentados ao portfólio de produtos. De forma progressiva a fábrica foi se modernizando, levando em consideração os modelos já existentes no mercado, contratando técnicos de outras empresas de explosivos, bem como investindo em recursos humanos e uma equipe de vendas.


A rota de crescimento traçada pela antiga Britanite logo a colocou diante da necessidade de ampliar seu parque industrial. A expansão não era uma adaptação simples, já que deveria obedecer requisitos relativos à segurança, tanto dos colaboradores como da população em geral, o que tornava o local da fábrica em Tatuquara inviável para atender tais demandas. Na época, a empresa possuía apenas o controle de uma parte do processo produtivo e dependia de fornecedores externos como a DuPont do Brasil, Rupturita, Mantiqueira, Imbel, entre outros, que também eram seus concorrentes. Muitas vezes, em razão da demanda de outros clientes, essas empresas interrompiam o fornecimento ou simplesmente disponibilizavam produtos de qualidade inferior.


Tolardo fala da importância da empresa para o município: “gratidão e orgulho”


Empresa é uma grande geradora de emprego e renda e tem imponente contribuição no desenvolvimento de Quatro Barras


Em 1972, um passo importante foi dado pela antiga Britanite ao dar início à instalação do novo parque fabril em solo quatro-barrense, localizado há 21 quilômetros de Curitiba. Com apoio da CR Almeida, a empresa adquiriu a Dinatron Indústrias Químicas, que pertencia ao próprio fundador da Britanite, senhor Oswaldo Cury. A fundação oficial da fábrica em Quatro Barras ocorreu em 1974, quando iniciaram as obras de Itaipu, importante combustível para a fase de expansão da empresa.


O prefeito de Quatro Barras, Loreno Tolardo, destaca a importância da Enaex Brasil, sobretudo em relação à geração de emprego e renda aos quatro-barrenses. “Por muitos anos nossa cidade viveu economicamente da fábrica Britanite, hoje Enaex. Ela é uma grande geradora de emprego e renda e tem imponente contribuição no desenvolvimento de nosso município. Quatro Barras tem muita gratidão e se orgulha em tê-la como parte fundamental de sua história”.


Tolardo relembra também que muitas gerações passaram pela empresa ao longo de seus 50 anos em Quatro Barras. “A história da Enaex Brasil se difunde a existência da cidade, que na época da chegada da fábrica tinha apenas 10 anos. Muitas famílias quatro-barrenses contribuíram para a expansão da Enaex, ela é uma empresa de muitas gerações. Muitos filhos que hoje lá estão desempenhando suas funções tiveram seus pais ocupando cargos na empresa, por exemplo”, conclui.


Família Enaex: uma atenção especial aos funcionários


Maior empregadora de Quatro Barras e reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar na região, empresa coleciona histórias de gratidão e carinho entre os colaboradores


“É UM PRIVILÉGIO ENSINAR E CONTINUAR APRENDENDO”, DIZ COLABORADOR COM 40 ANOS DE CASA


O colaborador Olivino Cruz dos Santos, de 59 anos, é o que tem mais tempo de casa na Enaex Brasil. Ele é encarregado de nitropenta II, um dos explosivos fabricados pela empresa. O cargo exige o conhecimento de quem tem 40 anos de experiência na área, pois o material é delicado e a segurança é uma prioridade. “É um trabalho criterioso, que requer muita precisão”.


Responsável por uma equipe de mais de 20 pessoas, Olivino se encarrega de transmitir o que sabe para quem está chegando à firma. Ele comemora a oportunidade de ensinar e continuar aprendendo. “Eu passo tudo o que sei para eles e eles também me ensinam. Trazem muita coisa nova”.


Para os novatos, o principal conselho de Olivino não está ligado a processos químicos ou tecnologias. “Eu falo para o pessoal mais novo que ter a chance de fazer carreira em uma empresa como a Enaex é uma coisa rara. Outras oportunidades vão surgir, mas eu lembro que aqui temos estabilidade, segurança e grandes perspectivas de crescimento.” Ele diz que basta se dedicar e priorizar o trabalho que o resto vem junto.


A Enaex foi o primeiro emprego formal do colaborador. “Fui contratado aos 18 anos. Quem tem a chance de passar a vida toda em uma única empresa?”. Casado e pai de quatro filhos, Olivino é o responsável pelo sustento da casa.


Como em uma família, a história de Olivino com a Enaex teve altos e baixos. “De dois anos pra cá, as coisas aceleraram, o mercado aqueceu e os colaboradores estão bem motivados. Mas nem sempre foi assim.” Por volta do ano de 2000, a fábrica - que ainda se chamava Britanite - passou por uma fase difícil. Houve greve, demissões, mudanças na direção. “Foi um período de incertezas, mas nunca desanimei ou deixei de acreditar”. Havia, inclusive, um grupo de oração que pedia pelo restabelecimento da empresa na hora do almoço. “Nós nos reuníamos em uma sala ao lado do refeitório todos os dias. A fé é muito forte”.


A Enaex passou por várias gerações da família de Olivino, que é quatro-barrense. O genro, o sobrinho e cinco irmãos foram funcionários da empresa. “Um dos meus irmãos foi contratado antes de mim e passou 18 anos aqui, mas quem acabou ficando mais tempo fui eu”, diz, com orgulho.


DA LIMPEZA À ADMINISTRAÇÃO: OPORTUNIDADES QUE VÃO ALÉM DO EMPREGO


A moradora de Campina Grande do Sul Sirlei Rosner tem uma história de superação que só foi possível com o suporte da Enaex Brasil, onde trabalha há 31 anos. Quando foi contratada, em 1991, ela só tinha cursado até a 4ª série do ensino fundamental. A iniciativa para que concluísse os estudos veio da própria empresa, que ofereceu o curso de supletivo dentro da fábrica. “Todos os dias, no fim da tarde, após o expediente, fazíamos um lanche no refeitório e íamos para a aula”.


Quatro anos depois, Sirlei se formou no ensino médio. “A empresa ofereceu uma grande festa de formatura, em uma churrascaria de Curitiba. Afinal, tínhamos muito o que comemorar”.


Depois de trabalhar 17 anos na limpeza, surgiu a oportunidade de conhecer uma nova área: o setor administrativo. “Foi um desafio. Era tudo diferente. Abracei a oportunidade, me dediquei e ganhei a confiança da equipe”. Hoje ela é auxiliar administrativa, responsável pelos serviços gerais da Enaex: supervisiona todo o trabalho de limpeza e roçada e também faz serviços de cartório, bancos e Correios.


A colaboradora acompanhou períodos difíceis pelos quais a empresa passou. “Nós sabíamos que havia a possibilidade inclusive de a Britanite, como era chamada na época, sair de Quatro Barras”. Hoje ela comemora a volta por cima. “As coisas estão maravilhosas. Trabalhamos com segurança, estabilidade e a certeza de que a Enaex continuará em Quatro Barras”.


Divorciada, Sirlei alcançou a autonomia financeira graças à oportunidade que encontrou na Enaex. Ela soube da vaga de trabalho pela irmã, que trabalhou 33 anos na empresa, chegou a ser sua supervisora e hoje está aposentada. Além dela, outros dois irmãos de Sirlei trabalharam na firma.


O pai de Sirlei, hoje falecido, também foi funcionário da Enaex por 20 anos. E essa é mais uma história de gratidão que ela guarda com carinho. “Quando meu pai adoeceu, ele não trabalhava mais aqui. Mesmo assim, a empresa nos ajudou com tudo o que precisávamos na época. Foi uma verdadeira mãe para nós”.


Sirlei se aposentou há três anos, mas faz questão de continuar trabalhando. “Até que me expulsem daqui, vou continuar fazendo o que amo”, brinca, entre risos.


Expansão e aquisição pela Enaex


Para comportar seu crescimento, a antiga Britanite prosseguiu expandindo as instalações em Quatro Barras. Em 1985 foi então inaugurada a nova sede no município, reunindo num mesmo local a direção e a produção da empresa, dando maior agilidade e interação entre os diversos setores.


Em 2012, o grupo paranaense CR Almeida vendeu dois terços do negócio para a Enaex e a Exsa por US$ 120 milhões. Em 2015, após três anos de participação acionária compartilhada entre o grupo CR Almeida, Enaex, do grupo chileno Sigdo Koppers, e a peruana Exsa, do grupo do Brescia, a Enaex comprou 100% das ações da antiga Britanite. A aquisição garantiu maior exposição internacional da empresa em função das operações que a Enaex já possuía em vários países.


Para o diretor da Enaex Brasil, João Sorbile, a história da empresa em Quatro Barras é marcada por um crescimento constante. “Hoje, a Enaex Brasil é parte de uma multinacional presente em mais de 40 países. No Brasil, somos líder de mercado no fornecimento de explosivos e na prestação de serviços de fragmentação de rocha”, conta.


Em território nacional, a Enaex Brasil conta com filiais espalhadas em 10 estados brasileiros e é uma das maiores empresas de serviços de desmonte de rocha e produção de explosivos.


Na contramão da crise

Mesmo em meio a crise econômica gerada pela pandemia de covid-19, a Enaex mostrou competitividade e crescimento em suas atividades, tornando-se uma empresa sólida no segmento. “Os importantes resultados que atingimos mesmo durante a pandemia atestam a nossa capacidade de adaptarmo-nos rapidamente diante de diferentes cenários, sobretudo aqueles desafiadores. Afinal, esta é a marca da Enaex: uma empresa focada em entregar soluções de forma ágil e contínua, priorizando sempre a segurança e a vida de todos, para atender as demandas do mercado e contribuindo para o constante desenvolvimento das comunidades onde atua”, afirma o diretor João Sorbile.


Doação de R$ 48 mil em equipamentos de saúde

Preocupada com as causas sociais e entendendo a importância da participação direta da empresa na comunidade, ainda mais em tempos de pandemia, em 2021 a empresa oficializou a doação de três cardioversores para a Secretaria Municipal de Saúde de Quatro Barras, contabilizando aproximadamente R$ 48 mil em equipamentos. A utilização dos aparelhos tem sido determinante não apenas no período de pandemia, mas também no pós pandemia, no tratamento de outras enfermidades.


FATOS QUE MARCARAM A TRAJETÓRIA DA EMPRESA EM QUATRO BARRAS

1972

– Instalação da fábrica de Quatro Barras.

1973

– Lançamento do Britasismic, utilizado como carga explosiva para explorações de reservas petrolíferas, e da Britadit, aditivo para álcool.


1974

– Fornecimento de explosivos para construção da hidrelétrica de Itaipu e São Simão.


1975

– Início da produção de cordéis detonantes.

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará.

– Fornecimento de explosivos para construção da Ferrovia do Aço, interligando Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

1976

– Ampliação do parque industrial e fornecimento para todo o mercado nacional, com rede de filiais em mais de dez estados brasileiros;

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Salto Santiago, no Paraná.

1979

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Pedra do Cavalo, na Bahia;

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Itapirica, em Pernambuco.


1980

– Fornecimento de explosivos para construção do Canal de Adução Porto Primavera, interligando São Paulo a Mato Grosso do Sul;

1981

– Fornecimento de explosivos para construção de Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas;

– Registro da primeira patente do sistema de iniciação não elétrico Brinel;

– Criação da área de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Químicos – PDPQ.

1982

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Samuel, em Rondônia.

1984

– Realização de joint venture com a Ireco Incoporated e criação da Ireco Britanite Indústrias Químicas – IBQ.

1985

– Introdução da tecnologia de emulsões bombeadas nas atividades de mineração de Caraíba Metais, na Bahia, e da Companhia Vale do Rio Doce, atualmente denominada Vale S/A, em Carajás – PA, entre outras;

– Inauguração do prédio administrativo na fábrica de Quatro Barras

1986

– Exportação da unidade fabril, com tecnologia própria para o Equador. Compra da divisão de explosivos da Dupont do Brasil;

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Serra da Mesa, em Goiás

1987

– Fornecimento de explosivos para construção da Hidrelétrica de Segredo, no Paraná.

1993

– Pedido de concordata.

1994

– Informatização dos processos de produção da fábrica de Quatro Barras.

1996

– Lançamento do Brinel Carbo.

1997

– Obtenção da certificação Sistema de Gestão ISO 9001.

1998

– Criação da primeira linha de produção regular do explosivo emulsionado encartuchado Ibegel;

– Estruturação do Grupo CR Almeida, com três áreas estratégicas: Química (Britanite) Concessões (Primav-EcoRodovias) e Construções (CR Almeida);

– Fornecimento de explosivos e serviços de engenharia de desmonte na construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, em sinergia com EcoRodovias e CR Almeida.

1999

– Instalação de unidade de produção de emulsão bombeada na empresa Fosfertil, em Tapira, MG.

2003

– Início do projeto Educação Continuada;

– Inauguração de filial em Nova Roma do Sul – RS;

– Instalação de unidade industrial em Mina Sossego, no Pará;

– Extensão do Sistema de Qualidade a todo o processo produtivo.

2005

– Desativação da produção de nitroglicerina.

2006

– Ampliação da unidade de produção de explosivos encartuchados;

– Início da exportação de nitropenta para os Estados Unidos.

2007

– Introdução dos detonadores eletrônicos Hot Shot, da empresa sul-africana Detnet, no mercado brasileiro.

2008

– Fechamento de contratos na área de mineração de ouro com a multinacional Yamana.

2009

– Ingresso no Institute Of Markers Of Explosives – IME;

– Fornecimento de explosivos e serviços de engenharia de desmonte na obra de desvio do Rio Tocantins para a Usina Hidrelétrica de Estreito;

– Fornecimento de explosivos e serviços de engenharia de desmonte na construção da Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia;

– Fornecimento de explosivos e serviços de engenharia de desmonte para a obra de transposição do Rio São Francisco;

–Formatura da primeira turma do curso de operadores em indústria de explosivos, com a colaboração do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI.

2010

– Fornecimento de explosivos e serviços de engenharia de desmonte para a Ferrovia Transnordestina, obra da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, que liga Recife – PE a Fortaleza – CE;

– Participação na Expomin, uma das maiores feiras mundiais de mineração;

–Fornecimento de explosivos e serviços de engenharia de desmonte para as obras de construção do Porto Sudeste, em Itaguaí, no litoral do Rio de Janeiro;

– Primeira iniciação remota com uso de detonadores eletrônicos no Brasil, realizada na Mina Sossego, em Canaã dos Carajás, no Pará;

– Início do projeto de Gestão Integrada de Segurança em Parceria com a Dupont do Brasil.

2011

– Início da operação da unidade de fabricação de explosivos bombeados na Mineração Mirabela, na Bahia;

– Início da operação da unidade de fabricação de explosivos bombeados TREAD, em Quatro Barras, duplicando a capacidade instalada;

– Instalação de filiais no Rio de Janeiro e no Maranhão;

– Incorporação da PREX S/A, empresa sediada no Panamá.


2015

- Após três anos de participação acionária compartilhada entre o grupo CR Almeida, Enaex, do grupo chileno Sigdo Koppers, e a peruana Exsa, do grupo do Brescia, a Enaex comprou 100% das ações da antiga Britanite.


2022

– Ano do cinquentenário de instalação em Quatro Barras





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