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Colaboradores da empresa Brasil Serviços, contratada pelo Governo do Estado por meio do Instituto Água e Terra (IAT), denunciam atraso no pagamento de salários e relatam incertezas sobre o futuro da prestação de serviços no receptivo do Caminho do Itupava, em Quatro Barras.


A empresa é responsável pela recepção e orientação de turistas que visitam a região, uma das mais procuradas para trilhas ecológicas no Paraná. Segundo relatos encaminhados à redação do Portal Linkada News, os trabalhadores — em sua maioria moradores da região da Borda do Campo — afirmam que o pagamento, previsto para o dia 6 de março, ainda não foi efetuado.


Além do atraso, os funcionários relatam que a empresa estaria em processo de falência, o que aumenta a preocupação quanto à regularização dos salários e à continuidade dos serviços.


“Estou com contas atrasadas, aluguel para pagar e sem mantimentos em casa. Diante disso, decidimos cruzar os braços até que a situação seja resolvida”, afirmou um colaborador, que preferiu não se identificar.

Imagem de cartazes no receptivo março/2026
Imagem de cartazes no receptivo março/2026

Histórico de atrasos e mobilização

De acordo com apuração do Linkada News, esta não seria a primeira ocorrência. Trabalhadores relatam que este é o terceiro episódio de atraso salarial. Ao todo, mais de 100 funcionários podem ter sido afetados, incluindo equipes que atuam não apenas na Serra do Baitaca, mas também em cidades do litoral paranaense onde a empresa presta serviços.


Os colaboradores já se reuniram com o sindicato da categoria, e o caso foi encaminhado à Justiça. Ainda assim, segundo os trabalhadores, a principal reivindicação segue sendo o pagamento dos valores em atraso.


Risco à segurança de visitantes

A paralisação das atividades também levanta preocupação quanto à segurança dos visitantes. Estima-se que cerca de 3 mil pessoas por mês utilizem o acesso ao Caminho do Itupava.


Sem a presença de equipes de orientação e controle, o risco de acidentes ou de pessoas se perderem nas trilhas aumenta consideravelmente.


“Isso é um descaso. Temos milhares de pessoas subindo o parque todos os meses. Sem controle, o risco de acidente ou de alguém se perder é muito grande”, relatou uma funcionária do receptivo.

Caso recente reforça alerta

A preocupação com a segurança ganha ainda mais relevância diante de um episódio recente ocorrido na região. Em janeiro de 2026, o desaparecimento de um homem durante uma trilha no Pico Paraná mobilizou equipes de resgate e voluntários, chamando a atenção de toda a Região Metropolitana de Curitiba.


De acordo com a apuração do Linkada News, o homem desapareceu após ser deixado para trás durante a descida da trilha, permanecendo sozinho em uma área de mata fechada e de difícil acesso. O caso teve desfecho positivo após ele conseguir entrar em contato com a família, informando que estava em segurança no município de Antonina.


O episódio reforça a importância de estruturas adequadas de apoio e orientação aos visitantes em áreas de trilha, especialmente em locais de grande circulação como o Itupava.


Posicionamento oficial

A reportagem do Linkada News entrou em contato com o Instituto Água e Terra (IAT) e aguarda retorno oficial sobre a situação dos pagamentos, a responsabilidade contratual da empresa e as medidas que podem ser adotadas para garantir a continuidade e a segurança dos serviços.


Acreditando que a educação é o caminho mais transformador para a sociedade, uma nova iniciativa volta o olhar para a ciência e o meio ambiente dentro das salas de aula. Na tarde de terça-feira (11), a Escola Municipal Tancredo Neves, localizada no bairro Campininha, em Quatro Barras, sediou o lançamento oficial do projeto Plantando Futuros.

A iniciativa é realizada pelo Instituto IECAP, em convênio com a Itaipu Binacional e o Grupo Movimenta, contando com apoio da Prefeitura de Quatro Barras, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Esporte, Lazer e Juventude.


O projeto tem como objetivo inovar o letramento científico e a educação ambiental em sala de aula, atendendo alunos de 4 a 7 anos de idade. No município, mais de mil crianças serão contempladas — do Infantil IV ao 2º ano — abrangendo todas as escolas da rede municipal de ensino.


A proposta pedagógica utiliza material didático exclusivo e metodologias que integram personagens do universo do Show da Luna!, incentivando professores, alunos e famílias a explorarem juntos temas ligados à ciência e ao meio ambiente. O objetivo é despertar a curiosidade, estimular o pensamento crítico e desenvolver competências como resolução de problemas e consciência ambiental desde os primeiros anos da vida escolar.


Além do conteúdo didático — que inclui o Kit do Professor, Kit do Estudante e Kit da Família — o projeto também prevê capacitações para gestores educacionais e docentes, oficinas socioemocionais e diversas atividades lúdico-pedagógicas ao longo do ano letivo.


Um dos diferenciais da iniciativa é a ação “Cuidando de quem cuida”, voltada ao apoio socioemocional de professores, realizada em parceria com a Oliveira Foundation.

Segundo a colaboradora do IECAP, Regina Cavalcante, o projeto será desenvolvido ao longo de todo o ano e alcança 24 municípios entre os 399 do Paraná.


“Temos a certeza de que vamos avançar muito no aprendizado das ciências e do meio ambiente, de uma forma lúdica e inovadora. Quero agradecer toda a equipe da Secretaria de Educação de Quatro Barras, que vem abraçando o projeto com total dedicação e comprometimento”, destacou Regina.

Reconhecimento ao município

Durante a cerimônia de lançamento, o vice-prefeito Jarbas Mocelin, representando o prefeito Loreno Tolardo, recebeu o certificado “Parceiro da Ciência e da Educação Ambiental”, reconhecimento concedido ao município pelo apoio na implementação do projeto.


“É muito gratificante presenciar projetos como o ‘Plantando Futuros’, pela transformação social que propõe, pela educação ambiental, pelo olhar científico e pelo poder de mudança que só a educação é capaz”, afirmou Jarbas ao agradecer as instituições envolvidas.

Foto: PMQB
Foto: PMQB

Educação e sustentabilidade como política pública

Em Quatro Barras, iniciativas que unem educação e consciência ambiental também recebem atenção do legislativo municipal. O vereador Anderson Mendonça, conhecido como Rato, destaca que projetos voltados à formação científica das crianças fortalecem a construção de uma sociedade mais responsável com o meio ambiente.


Para o parlamentar, parcerias institucionais e investimentos em educação são fundamentais para ampliar oportunidades dentro da rede pública de ensino e preparar as novas gerações para os desafios ambientais do futuro.


Clima festivo e participação dos alunos

O lançamento do projeto teve clima de celebração, especialmente com a chegada da mascote Luna, personagem do desenho Show da Luna, que animou os estudantes presentes. Entre eles estava a aluna Tiffany de Castro Azevedo, de 7 anos, que demonstrou entusiasmo com a iniciativa.


“Eu gosto muito de ciências, de meio ambiente e de descobrir as coisas. Estou empolgada”, contou.

A cerimônia também contou com a presença do secretário de Governo, Paulo Cesar de Lima Junior; do colaborador do IECAP, Fahad Kurdi; da pedagoga responsável pelo projeto no Grupo Movimenta, Célia Pereira; da coordenadora geral da Secretaria de Educação, Gleice de Lara Esperanceta; da coordenadora de projetos da SMEELJ, Clarissa Strapasson Pires; e da diretora da escola, Graciele Alves Pires, além de alunos, professores e profissionais da instituição.


Parceria que planta conhecimento

A realização do Plantando Futuros reforça a importância das parcerias institucionais para o desenvolvimento educacional e ambiental nos municípios. Nesse contexto, merece destaque o apoio da Itaipu Binacional, reconhecida nacionalmente por fomentar projetos voltados à sustentabilidade, à inovação pedagógica e à formação cidadã.


Mais do que ensinar conteúdos, o projeto semeia valores. Ao despertar nas crianças o interesse pela ciência e pelo cuidado com o planeta, iniciativas como o Plantando Futuros ajudam a cultivar uma nova geração de cidadãos conscientes — plantando hoje as sementes de um futuro mais sustentável.

A crise no fornecimento de energia elétrica em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ganhou um novo capítulo institucional. O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça da comarca, ajuizou no último sábado (7) uma ação civil pública contra a Copel, concessionária responsável pelo serviço na cidade.


A medida judicial busca corrigir falhas sistêmicas e reiteradas na prestação do serviço essencial, que segundo o MPPR vêm causando prejuízos e transtornos à população, configurando violação do dever de continuidade e eficiência no fornecimento de energia elétrica.



Audio cover
Ouça agora: MP ajuíza ação após abertura da CPI do Apagão


A iniciativa ocorre em meio à crescente pressão popular e política no município, que recentemente levou a Câmara Municipal de Quatro Barras a instaurar a chamada “CPI do Apagão”, criada justamente para investigar as constantes quedas e oscilações de energia relatadas por moradores e comerciantes.


A comissão parlamentar foi proposta pelo vereador Anderson Mendonça, conhecido como Rato, que tem liderado na Câmara o movimento de cobrança por respostas e soluções diante dos problemas recorrentes no fornecimento de energia na cidade. A CPI passou a reunir relatos da população, documentos e registros que evidenciam os impactos das interrupções no dia a dia do município.


Foto: Site Copel
Foto: Site Copel

Mais de mil interrupções em dois anos

De acordo com o Ministério Público, um inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça para apurar a violação de direitos dos consumidores identificou 1.074 interrupções no fornecimento de energia entre os anos de 2023 e 2025 no município.


Relatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também apontam um cenário preocupante. Segundo os dados, em 2024 os índices de duração e frequência das quedas de energia em Quatro Barras superaram quase o dobro dos limites regulatórios permitidos pela agência reguladora.


Casos graves expõem impacto social

Na ação civil pública, o Ministério Público também destaca situações consideradas extremamente sensíveis, que evidenciam o impacto social das falhas no serviço.


Entre os casos citados está o de um morador com grave enfermidade ocular, que necessita de cirurgia iminente e teve o pedido de ligação de energia ignorado pela concessionária por quase um ano, mesmo diante da urgência da situação.


A ação também menciona protestos populares realizados no município, além dos prejuízos materiais causados a moradores e comerciantes, que relatam danos a equipamentos eletrônicos e dificuldades no funcionamento de atividades comerciais em razão das constantes interrupções.


MP pede medidas urgentes

Diante do cenário, o Ministério Público solicitou à Justiça a concessão de tutela de urgência, obrigando a companhia de energia a adotar medidas imediatas para normalizar o fornecimento de energia e realizar extensões de rede pendentes no município, dentro de prazos determinados.


Caso a empresa não cumpra as determinações, o MPPR pede que sejam aplicadas multas diárias.


Indenização de R$ 2 milhões

No julgamento final da ação, o Ministério Público requer ainda a condenação da concessionária ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos. O valor, caso a condenação seja confirmada pela Justiça, deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.


Além disso, a ação também prevê ressarcimento por danos patrimoniais individuais, a serem apurados posteriormente para cada consumidor que tenha sido prejudicado pelas falhas no fornecimento de energia.


Trabalho da Câmara ganha repercussão

Com a ação civil pública em andamento, a crise no fornecimento de energia em Quatro Barras passa agora a ser analisada também pelo Poder Judiciário, ampliando a dimensão institucional do caso.


O avanço da investigação reforça a relevância do trabalho conduzido pela CPI do Apagão na Câmara Municipal, que vem reunindo informações e dando voz às reclamações da população. A mobilização política liderada pelo vereador Anderson Mendonça, o Rato, colocou o problema no centro do debate público e contribuiu para ampliar a pressão por providências.


Agora, com o caso nas mãos da Justiça, moradores e comerciantes aguardam que as medidas solicitadas pelo Ministério Público tragam melhorias concretas no fornecimento de energia e mais segurança para famílias e empresas do município.

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