Paraná Pesquisas aponta Moro com 45% na disputa pelo Governo do Paraná; Senado aparece mais equilibrado
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A corrida eleitoral pelo Governo do Paraná apresenta, neste momento, uma liderança numericamente ampla de Sergio Moro (PL), segundo pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgada nesta semana.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03399/2026, mostra Moro com 45% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido por Requião Filho (PDT), com 24%, e Sandro Alex (PSD), com 17,5%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, com 1.280 eleitores de 56 municípios paranaenses. A margem de erro estimada é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Moro aparece com 45% no cenário estimulado
Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Sergio Moro aparece na primeira colocação, com 45%.
Na sequência estão:
Sergio Moro (PL): 45,0%
Requião Filho (PDT): 24,0%
Sandro Alex (PSD): 17,5%
Adriano Funileiro (PCO): 0,9%
Tayná Miessa (UP): 0,9%
Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza): 0,5%
Luiz França (Missão): 0,5%
Samuel de Mattos (PSTU): 0,4%
Branco/nulo/nenhum: 5,4%
Não sabe/não opinou: 4,9%
A diferença entre Moro e Requião Filho é de 21 pontos percentuais no cenário estimulado.
Mais da metade ainda não aponta espontaneamente um candidato
O cenário muda quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados.
Na pesquisa espontânea, 51,2% disseram não saber ou não opinaram sobre em quem pretendem votar para governador.
Sergio Moro foi citado espontaneamente por 24,2%, seguido por Requião Filho, com 10,2%, e Sandro Alex, com 6,3%.
O atual governador Ratinho Junior, que não disputa a sucessão, foi lembrado espontaneamente por 1,7% dos entrevistados.
Os números mostram uma diferença importante entre a escolha diante de uma lista de candidatos e a capacidade do eleitor de indicar espontaneamente um nome.
Cenário apresenta pouca alteração em relação à pesquisa anterior
A comparação com o levantamento anterior do Paraná Pesquisas indica relativa estabilidade entre os três principais nomes.
Sergio Moro tinha 46,1% na pesquisa anterior e aparece agora com 45%.
Requião Filho passou de 23,4% para 24%, enquanto Sandro Alex avançou de 16,5% para 17,5%.
Considerando a margem de erro de 2,8 pontos percentuais, as oscilações não permitem afirmar, isoladamente, que houve crescimento ou queda consolidada dos candidatos. O dado mais consistente é a manutenção de Moro na liderança e de Requião Filho e Sandro Alex nas posições seguintes.
Moro lidera entre homens e mulheres
Os recortes demográficos também mostram diferenças no desempenho dos candidatos.
Entre os homens, Moro registra 49,9%, enquanto entre as mulheres aparece com 40,6%.
Requião Filho apresenta comportamento inverso: tem 19,8% entre os homens e 27,7% entre as mulheres.
Sandro Alex registra 18,7% entre os homens e 16,4% entre as mulheres.
É importante observar que os cruzamentos por segmentos devem ser interpretados com cautela, pois a margem de erro de 2,8 pontos percentuais corresponde ao resultado geral da pesquisa e não necessariamente a cada subgrupo individualmente.
Liderança de Moro aparece em todas as faixas etárias
Outro aspecto destacado pelo levantamento é que Moro aparece numericamente à frente em todas as faixas etárias pesquisadas.
Entre eleitores de 16 a 24 anos, ele soma 44%.
O percentual é de 43,4% entre 25 e 34 anos, 45,3% entre 35 e 44 anos, 45,5% entre 45 e 59 anos e 45,9% entre aqueles com 60 anos ou mais.
Requião Filho apresenta seu melhor desempenho entre os eleitores com 60 anos ou mais, chegando a 28,5%.
Já Sandro Alex alcança seu maior percentual entre os mais jovens, com 20,6% entre os eleitores de 16 a 24 anos.
Rejeição: Requião Filho aparece com o maior índice
A pesquisa também mediu a rejeição aos candidatos — ou seja, aqueles em quem o eleitor declara que não votaria.
Nesse quesito, Requião Filho aparece com 36,6%, o maior índice entre os candidatos ao Governo do Paraná.
Sergio Moro registra 24,8%, enquanto Sandro Alex tem 10,9%.
Na sequência aparecem Tayná Miessa, com 5,5%; Adriano Funileiro, 4,7%; Alexandre Salomão, 4,1%; Luiz França, 3,2%; e Samuel de Mattos, 2,9%.
Como o entrevistado poderia apontar mais de um candidato nessa pergunta, os percentuais de rejeição não devem ser somados para chegar a 100%.
Quase metade acredita que Moro vencerá
O levantamento ainda perguntou aos entrevistados quem eles acreditam que vencerá a eleição para o Governo do Paraná.
49,4% apontaram Sergio Moro.
Requião Filho foi citado por 15,9%, enquanto Sandro Alex apareceu com 14,9%.
O resultado é diferente da intenção de voto e não deve ser interpretado como uma previsão do resultado eleitoral. Trata-se da percepção dos entrevistados sobre quem acreditam que será o vencedor.
Senado tem cenário mais disputado
Se a corrida pelo Governo apresenta uma vantagem expressiva do primeiro colocado, o cenário para o Senado é consideravelmente mais equilibrado.
Na eleição de 2026, os paranaenses escolherão dois senadores, e a pesquisa permitiu que cada entrevistado apontasse até dois nomes.
No cenário estimulado, o levantamento apresenta:
Deltan Dallagnol (Novo): 30,8%
Alexandre Curi (Republicanos): 28,4%
Gleisi Hoffmann (PT): 25,7%
Filipe Barros (PL): 22,9%
Cristina Graeml (PSD): 14,4%
Dr. Rosinha (PT): 13,0%
Marcelo Marcelino (PCO): 1,7%
Joaquim do MLB (UP): 1,3%
Karen Guerreiro (Missão): 0,9%
Branco/nulo/nenhum: 7,4%
Não sabe/não opinou: 6,1%
Como cada entrevistado podia escolher até dois candidatos, os percentuais não representam uma distribuição única de 100%.
A diferença entre Deltan Dallagnol e Alexandre Curi é de apenas 2,4 pontos percentuais, enquanto Gleisi aparece 5,1 pontos atrás do primeiro colocado e Filipe Barros está 7,9 pontos abaixo.
Por isso, considerando a margem de erro, o cenário para o Senado se mostra muito mais aberto do que a disputa pelo Palácio Iguaçu.
Senado ainda tem alto índice de indecisão
Na pesquisa espontânea para o Senado, a indefinição é ainda maior.
71,6% dos entrevistados não souberam ou não opinaram sobre os nomes em que pretendem votar.
Deltan Dallagnol foi citado espontaneamente por 9,8%; Gleisi, por 6,8%; Alexandre Curi, por 3,5%; e Filipe Barros, por 2,7%.
O resultado indica que, apesar de alguns candidatos apresentarem percentuais expressivos quando os nomes são apresentados, uma parcela muito grande do eleitorado ainda não tem uma escolha espontânea definida para as duas vagas ao Senado.
Rejeição pesa no cenário para o Senado
Entre os candidatos ao Senado, Gleisi Hoffmann apresenta a maior rejeição, com 42,3%.
Deltan Dallagnol aparece com 12%, seguido por Dr. Rosinha, com 9,3%; Alexandre Curi, 6,3%; Cristina Graeml, 6,2%; e Filipe Barros, 5,9%.
Assim como na avaliação para governador, os entrevistados podiam mencionar mais de um candidato na pergunta sobre rejeição.
Como a pesquisa foi realizada
Segundo as informações divulgadas pelo Paraná Pesquisas, o levantamento ouviu 1.280 eleitores em 56 municípios do Paraná, entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.
A amostra foi estruturada para representar o eleitorado estadual, com seleção dos municípios por método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho e definição dos entrevistados por cotas de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar. As entrevistas foram realizadas de forma pessoal, presencial e domiciliar.
O instituto informa margem de erro estimada em aproximadamente 2,8 pontos percentuais, com 95% de grau de confiança. Também informa que pelo menos 30% das entrevistas foram auditadas, correspondendo a no mínimo 384 questionários.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026.
O que os números mostram
A pesquisa Paraná Pesquisas apresenta dois retratos distintos da eleição paranaense.
Na disputa pelo Governo do Estado, Sergio Moro aparece isolado na liderança, com 45% das intenções no cenário estimulado e vantagem de 21 pontos sobre o segundo colocado.
Ao mesmo tempo, o índice de 51,2% de indecisos na pesquisa espontânea demonstra que uma parcela significativa do eleitorado ainda não transformou sua preferência em uma escolha espontânea.
No Senado, a fotografia é diferente. Deltan Dallagnol, Alexandre Curi, Gleisi Hoffmann e Filipe Barros aparecem dentro de uma faixa competitiva, e as diferenças entre os primeiros colocados são menores que a margem de erro.
Por isso, embora a pesquisa apresente uma vantagem clara de Moro na corrida pelo Governo, os dados não permitem antecipar o resultado das urnas. Pesquisas eleitorais representam um retrato das preferências no período em que foram realizadas e podem sofrer alterações ao longo da campanha.
A eleição, portanto, permanece aberta às mudanças de cenário, especialmente entre os eleitores que ainda não manifestam uma preferência espontânea.
Fonte: Paraná Pesquisas. Pesquisa registrada no TSE sob nº PR-03399/2026.












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