495450580893305
top of page
icon zap
INNON FAIXA.png

Feminicídio em Campina: jovem de 23 anos é morta a facadas na Cohapar e suspeito está foragido

Foto do escritor: Linkada News
Linkada News
há 3 horas
4 min de leitura

A violência contra a mulher voltou a chocar moradores da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Wendi Kauane Jacinto de Paula, de 23 anos, morreu após ser atacada a facadas dentro de um carro estacionado em frente à própria residência, na Cohapar em Campina Grande do Sul, na madrugada de domingo (25 de outubro).


O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná como feminicídio. Até as últimas informações divulgadas pela imprensa, o suspeito, identificado como Thiago, estava foragido.


Segundo informações da investigação, Wendi retornava de uma casa noturna em Curitiba e recebeu carona de um conhecido. Quando o veículo chegou à residência da jovem, um homem se aproximou, abriu a porta do passageiro e desferiu diversos golpes de faca contra ela.


O motorista saiu do carro para buscar ajuda. A vítima foi socorrida pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e encaminhada ao Hospital Angelina Caron, mas não resistiu aos ferimentos.


Conforme os registros policiais divulgados, Wendi sofreu dez perfurações, atingindo o tórax, um dos braços e uma das pernas, além de lesões no pulmão.


Câmeras registraram o ataque

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito sai de uma área próxima à residência, aproxima-se do veículo e ataca a jovem. Após o crime, ele foge do local.


De acordo com o delegado Donizete de Arruda Cordeiro, responsável pela investigação, não havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo a vítima e o suspeito.

Familiares relataram à polícia que os dois tiveram um relacionamento afetivo breve em agosto. Posteriormente, Wendi teria manifestado que não desejava continuar o relacionamento, aceitando manter apenas uma amizade.


A hipótese investigada é de que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. A motivação e as circunstâncias do crime seguem sob apuração.


A Polícia Civil procura o investigado e trabalha para esclarecer todos os detalhes do assassinato.

Foto: Reprodução Redes Sociais
Foto: Reprodução Redes Sociais

A violência contra a mulher preocupa a Região Metropolitana

O assassinato de Wendi não é um caso isolado de violência letal contra mulheres na região.


Em março deste ano, outro crime de grande repercussão foi registrado em Quatro Barras. Na ocasião, uma mulher de 31 anos foi encontrada morta em uma residência no bairro Rio do Meio. A Polícia Civil, com apoio da Guarda Civil Municipal, prendeu em flagrante dois homens: o ex-companheiro da vítima, investigado pelo feminicídio, e o pai dele, suspeito de tentar ocultar o cadáver e de fraude processual.


O episódio demonstrou a gravidade da violência de gênero na região e a importância da atuação integrada das forças de segurança.


Os casos, embora distintos, reforçam a necessidade de atenção permanente à violência contra mulheres, especialmente em situações que envolvem relacionamentos afetivos, separações e comportamentos de controle ou intimidação.


Importante: relatos de moradores sobre problemas de segurança em determinadas localidades devem ser apurados junto às autoridades e contextualizados antes de serem associados a um crime específico. A existência de relatos sobre circulação de pessoas ou consumo de drogas, por exemplo, não comprova qualquer relação com o assassinato de Wendi.


Paraná registrou 87 feminicídios em 2025

Os dados oficiais mostram que o feminicídio continua sendo um grave problema de segurança pública no Paraná.


Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, com base nos registros do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), o estado contabilizou 87 feminicídios em 2025, contra 109 em 2024, uma redução de aproximadamente 20%.


Já em janeiro de 2026, foram registrados oito casos, ante 13 no mesmo mês do ano anterior.


Apesar da redução apontada nesses períodos, cada morte representa uma vida interrompida e evidencia a necessidade de fortalecer as políticas públicas de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.


O número de mais de 60 casos de feminicídio até agosto de 2026, mencionado em levantamentos preliminares, exige confirmação em uma base oficial atualizada antes de ser publicado como dado consolidado. A posição do Paraná entre os estados brasileiros também depende do período analisado e da fonte estatística utilizada.


Lei eleitoral e prisão: o que diz a legislação?

O caso também levanta dúvidas sobre as restrições às prisões durante o período eleitoral, especialmente porque o crime aconteceu no domingo do segundo turno das eleições de 2026.


O artigo 236 do Código Eleitoral estabelece que eleitores não podem ser presos ou detidos desde cinco dias antes da eleição até 48 horas após o encerramento da votação, exceto em situações expressamente previstas na legislação.


Entre as exceções estão o flagrante delito, a existência de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e o desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.

Isso significa que a legislação eleitoral não estabelece uma proibição absoluta de prisão durante as eleições. A regra busca proteger o exercício do voto, mas prevê circunstâncias nas quais a prisão pode ocorrer.


No caso de Campina Grande do Sul, não há elementos suficientes, nas informações públicas consultadas, para afirmar que a legislação eleitoral tenha impedido a prisão do suspeito. O fato de ele estar foragido não permite concluir, por si só, que houve impedimento legal à captura.


A situação exige esclarecimento das autoridades responsáveis pela investigação, inclusive sobre as diligências realizadas para localizar o suspeito.


Prevenção e denúncia podem salvar vidas

O enfrentamento ao feminicídio depende de investigação eficiente, responsabilização dos autores, acolhimento das vítimas e prevenção de novas ocorrências.


A ausência de registros anteriores de violência doméstica em determinado caso não significa, necessariamente, que não tenham existido sinais de alerta. Por isso, especialistas e autoridades reforçam a importância de levar a sério ameaças, perseguições, intimidações e comportamentos abusivos.


Mulheres que estejam sofrendo violência ou pessoas que tenham conhecimento de situações de risco podem buscar ajuda pelos seguintes canais:


  • 190 — Polícia Militar: para situações de emergência e risco imediato.

  • 197 — Polícia Civil do Paraná: para informações e denúncias relacionadas a crimes.

  • 181 — Disque-Denúncia: para denúncias anônimas.

  • 180 — Central de Atendimento à Mulher: para orientação e encaminhamento de denúncias de violência contra a mulher.


A morte de Wendi Kauane deixa uma família enlutada e uma comunidade diante de mais um episódio brutal de violência. Enquanto a Polícia Civil trabalha para localizar o suspeito e esclarecer o caso, o crime reforça a urgência de ações permanentes para prevenir a violência contra as mulheres.


O Linkada News continuará acompanhando o caso e as informações oficiais sobre o andamento das investigações.

Comentários


ÔNIBUS POLUÍ BEM MENOS.png
POST LINKADA NEWS.png
story basculante.png
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
bottom of page